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quarta-feira, 24 de junho de 2009

RESISTÊNCIA E LUTA NA USP: FORA PM!







  A Polícia Militar, pela primeira vez em trinta anos, entrou na Cidade Universitária (Campus Central da USP) para atacar estudantes, professores e funcionários numa tarde de sangue, bombas e tiros.


  No início de Maio, os funcionários, primeiros a sentir os efeitos da crise capitalista, entraram em greve। Um corte de 5।200 trabalhadores foi anunciado। O companheiro Claudionor Brandão (dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores da USP - SINTUSP) foi demitido por organizar um piquete junto com os trabalhadores terceirizados. A promessa de um reajuste salarial não cumprido havia colocado os trabalhadores em luta com uma forte greve.


  Professores e funcionários discutiam nas suas instâncias a possibilidade de aderir à greve। A principal reivindicação dos docentes era, também, um reajuste salarial não cumprido e os estudantes se mobilizavam para barrar a UNIVESP (Programa do Governador Serra de Ensino a Distância), barrar a repressão, contra a demissão de Brandão e contra a redução de verbas por conta da क्रिस ।Foi quando a reitora Suely Vilela pretendeu dar um tiro de misericórdia na greve dos funcionários। Para impedir que um piquete, instrumento legítimo da luta dos funcionários, em frente o prédio da Reitoria ocorresse, ela chamou a tropa de choque da Polícia Militar, com seus escudos, bombas e cassetetes। A PM não entrava dessa forma na universidade desde 1979, desde os anos de chumbo da ditadura militar।






  A atitude demonstrou o caráter do Governo Serra que está preparado para acabar com a luta dos movimentos sociais através de repressão brutal e como a Reitoria negocia com os funcionários, professores e estudantes।


Mas, a pretensão da reitoria de acabar com a mobilização dos funcionários através da repressão policial foi o seu maior erro। O tiro saiu pela culatra। A entrada da PM deu outro caráter à mobilização, as assembléias estudantis encheram, greves começaram a ser tiradas nos cursos, os estudantes paralisaram as aulas e intensificaram as discussões। Dois dias depois da entrada da PM em assembléia extraordinária os professores decidiram pela greve! Na Quinta-Feira (4/6), a assembléia geral dos estudantes decidiu pela greve numa gigantesca assembléia em frente à Reitoria!


  Os estudantes aprovaram que não haveria aula com a polícia dentro da universidade। Foi tirada uma pauta unificadora com três pontos fundamentais:


- Fora PM da universidade!

- Fora Suely, diretas para reitor!

- Abaixo a UNIVESP!






  O indicativo foi construir a mobilização nos cursos que ainda não haviam aderido à greve e expandir a luta para as outras universidades estaduais। Atos públicos foram aprovados na assembléia e a greve dos funcionários que caminhava para o fim ganhou força com a unificação dos três segmentos।


Estava marcado para Terça-Feira, 09/06, um grande ato unificado com os três segmentos e com as estaduais paulistas (USP, UNESP, Fatec e Unicamp) em frente ao portão 1 da USP para repudiar a presença da polícia no Campus e exigir “Fora PM” e “Fora Suely”।


  A Polícia Militar entrou em confronto com os estudantes, funcionários e professores transformando a Cidade Universitária em uma praça de guerra durante a tarde toda. A tropa de choque da PM não poupou força para reprimir brutalmente os manifestantes. Foi lamentável ver a polícia atirando bombas dentro da universidade, local onde as discussões são resolvidas através de debates e confronto de idéias.


A resposta dos alunos, professores e funcionários foi imediata: Uma assembléia geral dos estudantes no mesmo dia decidiu a intensificação da greve, o prédio da História e Geografia foi ocupado pelos estudantes। A assembléia dos professores (a maior dos últimos anos) aprovou a permanência da greve enquanto Suely Vilela se mantiver no cargo. Na UNICAMP funcionários e estudantes, diante do que ocorreu na USP, aprovaram greve.


  Agora é hora de o movimento intensificar suas lutas, fazer ecoar em todo o Estado, em todas as universidades estaduais e pelo Brasil afora, o que ocorreu dentro da USP. Deve-se exigir das entidades centrais dos estudantes (UNE, UEE-SP, DCEs) o comprometimento de dar os meios para que todos os campi do Estado aprovem greves contra a repressão.


  Construir um grande ato unificado na cidade de São Paulo tem que estar na ordem do dia। Nosso dever é defender cada conquista e cada centímetro de terreno conquistado। Se essa luta é contra o responsável direto que é o governo do Estado, também é verdade que esta situação é praticamente a mesma nas Universidades Federais, onde a responsabilidade é de Lula.


  Para resolver definitivamente esta situação é preciso lutar para enterrarmos de vez o capitalismo e criarmos uma nova sociedade, sem patrões e sem PMs।



Abdeir Chrispim

terça-feira, 23 de junho de 2009

Todos os estudantes querem alguma providência.

Há algum tempo nós estudantes da escola Presidente Médici estamos sendo prejudicados em nossas aulas de Educação Física pelo motivo de a quadra e o auditório da escola estarem interditados.
Nossas aulas de educação física viraram “aulas livres”, pois a tempo não sabemos o que é praticar algum esporte.
Todos nós estamos muitos indignados! A GERED já foi comunicada de mandar um engenheiro á escola para depois tomar providências de conserto. Porém estamos esperando há aproximadamente três meses esse conserto. Ficaram de amanhã dia 24/06 mandarem uma resposta e nós estudantes esperamos realmente que tomem alguma providência.
Hoje aqui falo como estudante, pois muitos vieram me procurar para falar do assunto e se preciso for nós estudantes iremos nos mobilizar para mostrar nossa indignação।

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Convocatória para Reunião do Grêmio Estudantil



A º Reunião quinzenal do Grêmio Estudantil da E.E.B. Presidente Médici, o Sindicato dos Alunos, ocorrerá nesta terça-feira, todos os alunos da escola são convidados à participar, pois é seu direito participar, lembrando que, quando você participa o movimento ganha mais força, e todos nós estudantes damos mais um passo para a conquista de novos e defesa dos atuais direitos da juventude brasileira.



Compareça as Reuniões, traga suas duvidas, suas soluções, e trabalhemos todos nós, estudantes, para lutarmos por nossos direitos, a educação pública de qualidade para todos, o passe-livre estudantil, a defesa dos trabalhadores, os nossos pais, a defesa da luta dos professores, para poder nos designar melhores aulas, com mais estimulo, mais infra-estrutura, cultura e lazer, são algumas das ações que juntos podemos e vamos alcançar.


As Reuniões do Grêmio Estudantil acontecem regularmente e quinzenalmente as terça-Feiras.


Dia 23/06 na E.E.B. Presidente Médici, as 17:30 nos encontramos lá.


Johannes Halter
Membro da Diretoria do Grêmio Estudantil. O Sindicato dos Estudantes.

Convocado o CMG (conselho municipal de grêmios) para sábado (20/06) as 14h no CDH (centro de direitos humanos).

Da organização da UJES
Art. 7º. São instâncias deliberativas da UJES o congresso municipal dos estudantes secundaristas, o congresso municipal dos grêmios e a diretoria.
Parágrafo único. As decisões, em todas as instâncias da UJES, serão deliberadas por maioria simples dos votos presentes.
Do conselho municipal dos grêmios
Art. 10. O conselho municipal de grêmios é instância de decisão da entidade, subordinado apenas ao congresso municipal, e é a instância onde são representados os grêmios estudantis da cidade.
Art. 11. Os grêmios devem eleger em reunião de diretoria o aluno que irá representar os alunos de sua escola.
Parágrafo único. Compete ao conselho municipal dos grêmios decidirem e regulamentarem questões que não foram decididas e regulamentadas no congresso municipal dos estudantes.
Como irá funcionar o CMG:
Primeiro cada grêmio deverá tirar um delegado em reunião com a diretoria do seu grêmio em sua escola para que esse represente o grêmio com direito a voz e a voto. (Esse processo deverá estar contido em ata, para que se houver maiores problemas se possa provar a real indicação dos membros da diretoria do grêmio a esse estudante).
Todos as pessoas na reunião terão direito a voz, mas somente um representante delegado de cada grêmio poderá votar. Art. 10
A reunião será presidida pela presidente Aline Moser Pavesi conforme o Art 16 b do estatuto da UJES.
Será discutido o regimento do congresso (tiragem de delegados das escolas e comissão eleitoral), entre outros assuntos podendo ser encaixados na pauta da reunião.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Da Indepêndencia Financeira e dos Ataques da Burguêsia

O grêmio estudantil, o sindicato de luta dos estudantes, é uma entidade que representa os estudantes e luta por eles, de que modo? Ele conscientiza e mobiliza os estudantes para alcançar os vários interesses dos mesmos, com o objetivo maior de construir uma nova sociedade, com a derrubada e o fim do capitalismo.


Capitalismo este que é o modelo social e econômico que explora o trabalhador e o estudante, que causa pobreza, desigualdade, dor, exploração, falta de cultura, educação, saúde e segurança. É o causador da crise da humanidade, onde poucos têm o controle de tudo, e muitos tem que vender seu único bem, a força de trabalho, para poder sobreviver e fazer sobreviver sua família, o único modo de mudar este fato é destruir o capitalismo e instituir uma nova sociedade, uma sociedade socialista.


Sociedade esta que não tem como objetivo o lucro mas sim a eficiência dos serviços, na qual os trabalhadores controlam as fabricas(exemplo atual da CIPLA, Flasko), em uma economia planificada, economia onde não se tem milhares de fabricas de geladeira porque é ela que dará mais lucro, mas sim de geladeiras, fogões e chuveiros, porque é disto que a população necessita, este é um pequeno exemplo de uma economia socialista planejada, onde o trabalhador, o estudante, o ser humano que é pensado, um socialismo marxista.


E para lutar por estes objetivos, o passe-livre, a escola pública de qualidade, a universalização do ensino em todas as áreas, o fim da exploração, o fim do capitalismo, e por uma sociedade socialista é necessário estarmos independentes da burguesia, para podermos falar o que desejarmos, quando desejarmos e do modo que desejarmos sem ser barrados pela burguesia é necessário sermos independentes financeiramente.


É neste ponto que os grêmios estudantis de luta, os sindicatos estudantis de luta, se diferenciam dos outros, um grêmio estudantil busca sua independência financeira e consecutivamente política através da sua base, através dos estudantes, através das pessoas que de fato estão interessadas na luta, ou seja, o estudante, o trabalhador, o adolescente o pai e a mãe de família, o proletariado.
Esta Independência lhe permite lutar pelo que os trabalhadores querem e precisam, 'quem paga a banda escolhe a música' já dizia o ditado popular, não podemos aceitar financiamento da burguesia, das empresas, do estado capitalista, da diretora da escola, de qualquer entidade que não seja a própria base do grêmio estudantil, os estudantes, nós, adolescentes e jovens do Brasil.


No geral o grêmio estudantil não atende a outros propósitos se não a de defesa dos direitos dos estudantes, coletivo e individual de cada um deles, e isto se faz através da conscientização e da mobilização dos mesmos, se um grêmio não o faz não está cumprindo o seu papel, é então necessário fazer o esforço necessário para tornar estes grêmios sim entidades de luta, de conscientização da luta de classes e da cidadania de todos os brasileiros e trabalhadores de todo o mundo.
O Grêmio Estudantil da Escola Presidente Médici('Escola' porque sim lutamos pela instituição, pela liberação de verbas justas, pela infraestrutura, pela qualidade da educação pública e por cada estudante desta escola) se posiciona de modo a ser sim independente financeiramente e consecutivamente politicamente, e neste sentido realiza o debate com todos os estudantes das lutas estudantis que participa e os mobiliza e convóca-os para contribuir voluntariamente com qualquer moeda que desejarem para manter esta independência, e continuar com a produção de panfletos informativos(cartazes chamando para atividades, convites para atos e atividades, panfletos informativos, materiais inerentes da luta estudantil em geral).


E permanecendo assim fieis a luta dos estudantes, fazendo o papel de um grêmio de luta, consciente e conscientizador, sabendo que o capitalismo e a exploração inerente dele têm de ser destruída e então iniciar uma nova sociedade, o socialismo, onde a democracia operária prevaleça, e onde a economia é planejada, não descontrolada e 'selvagem' como é o capitalismo, que tantos problemas causa como já apresentado, organizados em nossos sindicatos, fazendo deles sindicatos de luta dos trabalhadores, dos estudantes, de todos os Estudantes e Proletários(trabalhadores em geral) do Brasil e do Mundo.


OBS: Nesta Última Terça-Feira(16/06/2009) os estudantes novamente se manifestaram e novamente reafirmaram seu grêmio estudantil como um sindicato independente, tanto política como financeiramente, com a colaboração voluntária de quarenta e um reais e trinta e cinco centavos, mostrando assim que a luta estudantil continuara independente dos ataques já mencionados e outros imencionáveis da burguesia.


Johannes Halter
Membro do Grêmio Estudantil da Escola Presidente Médici,
O Sindicato dos Estudantes, Um Sindicato de Luta.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Câmara de Vereadores HOJE!

Para todos que se perguntam do que adiantou nossas manifestações, eis aqui a resposta.
O processo de sustação do aumento da tarifa tinha sido mandada para o prefeito de nossa cidade e ele teve 10 dias corridos para responder e hoje acaba esse prazo, tendo assim na câmara de vereadores uma sessão para os vereadores votar no mesmo.
Devemos estar presente hoje lá na câmara pois vendo estudantes interessados, estudantes que continuam a lutar, estudantes organizados conseguiremos essa sustação.


Por isso fica o convite para todos.

HOJE, 16/06/2009, ÁS 15:00 NA CÂMARA DE VEREADORES.
E PARA QUEM QUISER IR DO MÉDICI, 14:00 ESTAREMOS SAINDO DE LÁ.

domingo, 14 de junho de 2009

Conteúdo do Panfleto 'O Que é Um Grêmio Estudantil?'


Grêmio Estudantil

 

O que é um Grêmio Estudantil?

 

 O Grêmio Estudantil é um sindicato dos estudantes, ele organiza os estudantes e conscientiza-os a defender seus direitos e interesses.

 

 Direitos como a educação pública de qualidade, o passe-livre, atuando nele, você conscientiza-se da luta de classes, e aprende ética, cidadania e seus direitos na prática.

 

Quem Faz Parte do Grêmio Estudantil?

 

 Fazem parte do grêmio estudantil todos os estudantes matriculados na instituição de ensino, todos os estudantes tem a oportunidade e o direito de militar dentro de seu sindicato, de seu Grêmio Estudantil.

 

Podemos nos Organizar em um Grêmio, um Sindicato?

 

 A organização do Grêmio Estudantil é assegurada pela Lei Federal 7.398, de 04/11/85, por isso ninguém pode impedir que os alunos fundem e mantenham o Grêmio de sua escola.

 

 Então nós podemos e devemos militar, ou seja, participar e nos organizar dentro de Grêmios Estudantis a fim de organizarmos sindicatos de Luta, que organizem os estudantes à luta por seus direitos, e que defendam os mesmos.

 

O que busca um Grêmio de Luta, Um Sindicato de Luta?

 

 Conscientizar, mobilizar e politizar todos os estudantes para a defesa de seus direitos, para a consciência de classes, para a organização em sindicatos de todos os estudantes.

 

 Fazer com que todos militem em um sindicato, que sejam cidadãos honrosos, dignos e aptos a fazer a discussão da defesa dos estudantes, seus pais, dos professores, o debate pelo fim da exploração, pelo fim do capitalismo, por uma sociedade onde o nosso predomine.

 

 Sociedade essa que será alcançada por todos os trabalhadores e estudantes, do Brasil e do Mundo, através da organização, mobilização e politização da classe trabalhadora, a militância. Para um Sindicato de Luta.

 

Participe do seu Grêmio Estudantil,

O Seu Sindicato de Luta.

 

A Emancipação dos Trabalhadores será Obra dos Próprios TrabalhadoresKarl Marx   

 

Grêmio UMEM 2008-2009

 

http://gremiomedici.blogspot.com/


Johannes Halter

Membro da Diretoria do Grêmio Estudantil, O Sincicato dos Estudantes