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quinta-feira, 30 de abril de 2009

CARTA DE UM TRABALHADOR

Recebemos esta carta de um trabalhador sobre as condições que ele e seus companheiros passam em uma grande empresa de Joinville. Com o agravamento da crise econômica, o crescimento do nível de repressão e permanentes ameaças de demissões aumentaram, no sentido de pressionar trabalhadores a manter acelerado o nível de produção. Isto é, aqueles que discutirem ordens serão os próximos a serem vitimados pela demissão.
Os patrões e chefes assumem um discurso de compromisso com a empresa, metas de produção e pela indiscutível reverência ao local de trabalho. Os trabalhadores são obrigados, por exemplo, a pintarem, varrerem o setor, realizando funções que extrapolam aquelas para as quais foram contratados.
O nome do trabalhador e da empresa foram omitidos para preservar o trabalhador de qualquer tipo de perseguição por parte dos patrões ou chefes.
Carta de um trabalhador insatisfeito.
Na empresa em que trabalho, somos tratados como lixo, pois não temos nem água para beber. A água do bebedouro, além de ser suja ou com muito cloro, muitas vezes nem refrigerada está.No dia a dia eles querem que o trabalhador faça a refeição em 30 minutos. O que é impossível, pois o refeitório fica longe da área de trabalho. Normalmente levamos 10 minutos para ir até o refeitório e 10 minutos para voltar, ou seja, vinte minutos a gente leva só no trajeto de ida e volta, portanto impossível fazer a refeição em 30 minutos.Todos os dias sofremos todo o tipo de pressão e humilhação possível, tendo que trabalhar em alguns setores em condições de higiene e segurança desumanas.
E como se tudo isso não bastasse, ainda temos que agüentar o “líder de setor”, repetindo toda hora, todo o minuto, para todos trabalharem e não reclamarem, como se não fôssemos seres humanos e que não ficássemos naturalmente cansados, por conta do serviço braçal do dia a dia.
Não poderia deixar de relatar também que, além de ter que fazermos o serviço braçal cansativo, ainda somos obrigados a varrer o pátio e fazer pinturas para ‘a área ficar mais bonita’.
Com certeza os trabalhadores não reclamariam do trabalho se tivessem segurança e um ritmo ideal para todos, pois ninguém quer ficar parado no setor, só queremos trabalhar com tranqüilidade, sem que o ‘chefe’ fique o tempo todo querendo cada vez mais produção, querendo que os trabalhadores não deixem apenas o seu suor, mas também sua última gota de sangue.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dia do Trabalhador, Ato dia 30 em defesa dos Empregos e Direitos


Saudações Amigos,

Dia 1º de maio de 1886 em Chicago, nos Estados Unidos milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de 13 para 8 horas diárias. Manifestações, passeatas, piquetes e discursos que movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. Ao contrário do que se pensa, esse não é um dia de comemoração. Ele representa a indignação e a memória viva dos trabalhadores de todo o mundo. A data é celebrada desde de 1889, a partir de um Congresso Socialista realizado em Paris.

Joinville já teve a tradição de realizar grandes manifestações no Dia Mundial do Trabalhador, mas o costume perdeu-se nos últimos anos. Foi em respeito ao descanso merecido dos trabalhadores que, neste ano, decidiu-se realizar um ato na véspera, dia 30 de abril.

Hoje em Joinville, os empregos dos trabalhadores estão sendo atacados, seus direitos ignorados, desde novembro do ano passado as indústrias joinvillenses já fecharam 4.390 postos de trabalho. A média tem sido de 29 novos desempregados todos os dia. Para justificar o absurdo, os patrões têm oferecido a diminuição de carga horária. Mas isso não significa nada perante a retirada de salários, elemento sagrado para os trabalhadores, forjado até mesmo a sangue em muitos anos de luta.

Acredito que tamanha injustiça só poderá ser evitada com a organização e reação da classe trabalhadora, Não somos nós que devemos temer, e sim nossos patrões, os patrões de nossos pais. Seu poder depende da nossa força de trabalho.

Vamos Todos Participar no dia 30 de abril(Quinta-Feira) do ato pelo Dia Mundial do Trabalhador e em defesa dos empregos e dos direitos trabalhistas e sociais. Todos nós temos que dar nossa força para que assim sejamos ouvidos, estudantes, jovens, trabalhadores, adultos, aposentados, melhor idade, homens, mulheres, todos juntos, Dia 30 de Abril, Amanhã, As 17 Horas na Praça da Bandeira de Joinville, Todos nós presentes e mostrando a força dos jovens e trabalhadores.


Grande Abraço,


Johannes Halter
Membro da Diretoria do Grêmio Estudantil, o Sindicato dos Estudantes

(Base de trechos Boletim Informativo nº06/09 abril de 2009 Vereador Adilson Mariano Esquerda Marxista)

terça-feira, 28 de abril de 2009

DIA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO

"Mais um dia para todos lutarem para que, um dia, todos comemorem."

A Pandora acaba de aprovar um filme de oportunidade. Baseado em uma data super importante, o Dia mundial da educação ( 28/04 ), o comercial tem uma proposta que vai além da propaganda e oferece uma reflexão moral sobre um dos principais problemas da nossa sociedade, a educação. Abaixo o vídeo:



Com certeza, com educação, a nossa sociedade se desenvolve. E oportunidades devem aparecer para que essa educação seja posta em prática. Ótima reflexão de nossa realidade. (Haendel Dantas).

Fonte: http://comunicadores.info/2007/04/28/28-de-abril-dia-mundial-da-educao/

Debate entre professores, alunos e pais

Ocorreu na segunda-feira, dia 27 de abril na Escola de Ensino Básico Presidente Médici um debate entre professores, alunos e país. Como tema do mesmo teve a educação de qualidade, a inclusão na escola, médias de provas preparatórias, conduta de professores e alunos etc.
A discussão se encaminhou muito bem, foram formados cinco grupos de determinados temas e depois cada grupo apresentava suas idéias para os demais abertos a criticas e sugestões.
O único ponto negativo foi a pouca presença de alunos e pais. Realmente faltou conscientização dos mesmos para ir a escola debater sobre coisas de seus interesses. Quem realmente foi viu a importância de sua presença e teve conhecimento de fatos sobre sua escola e sobre a educação em geral.
Deste debate foram tirados cinco delegados que estarão representando a escola em outras oportunidades.

Bruna Moreira

segunda-feira, 27 de abril de 2009

AÇÃO QUER MEXER NA CÂMARA

Foi encaminhada na sexta ao Tribunal de Justiça uma tentativa de alterar a composição da Câmara de Joinville. A decisão é da 2ª Vara da Fazenda Pública de Joinville, que apontou o TJ como instância responsável pela análise das ações. As ações visam a substituir os vereadores Joaquim Alves do Santos (PSDB) e Osmari Fritz (PMDB) por Ednaldo Marcos (PSB), o Nado, e Carmelina Barjona (PP). A argumentação é de que os critérios de arrendondamento das “sobras” – votos remanescentes após o cálculo do quociente eleitoral – são distorcidos, isto é, não obedecem às normas nacionais e internacionais.
Regras
Nas ações, o advogado de Nado e de Carmelina (e também do PSB e PP, parceiros na ação), George Alexandre Rohrbacher, admite que a Justiça Eleitoral de Joinville cumpriu a lei. “Só que os critérios da lei é que estão errados”, diz ele.
Como a ação é apresentada contra um juiz, chefe de zona eleitoral, a ação foi para o Tribunal de Justiça, em Florianópolis.

Cascata
Imagina-se o terremoto político que pode causar no País se tal questionamento for aceito em Santa Catarina. As ações são referentes apenas a Joinvile, mas podem servir de motivação pelo Brasil afora. Claro que mesmo que o TJ reconheça o erro dos critérios de arredondamento, é algo para caminhar até o STF. O que significa que levará tempo. Muito tempo.
Reflexo
Ednaldo Marcos é gerente de praças da Conurb (também é presidente do PSB de Joinville) e Carmelina Barjona a diretora-executiva da Secretaria de Infraestrutura. Portanto, aliados do governo Carlito Merss. Se a ação tiver êxito, Carlito passaria a contar com maioria, em tese.
Jefferson Saavedra
Temos sim que estar atentos ao que está acontecendo dentro da câmara. Quantas pessoas nem tinham conhecimento dessa mudança, se assim podemos chamar isso. Fiscalize o que você votou , para ver se está tudo de acordo.
Bruna Moreira

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Faculdades sonegam 10 mil bolsas, diz MEC

O MEC notificou 74 instituições de ensino superior que deixaram de oferecer cerca de 10 mil bolsas de estudos do ProUni (Programa Universidade para Todos) --as instituições receberam os incentivos fiscais, mas não deram a contrapartida exigida pelo governo.
Na lista estão, por exemplo, o Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo, mantido pela Associação Objetivo, do empresário João Carlos Di Genio, e a Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) --entidade filantrópica que enfrenta várias dificuldades financeiras.
Trata-se da primeira fiscalização feita na oferta de bolsas das instituições que aderiram ao ProUni. Nessa primeira etapa, o MEC identificou as entidades educacionais que ofereceram menos de 4% de bolsas em relação ao total de seus alunos matriculados.
Pelas regras do programa, as instituições deixam de recolher tributos da União e, em troca, oferecem, em bolsas, um percentual de 8,5% a 10% do número de alunos matriculados.
O déficit no preenchimento de vagas foi estimado pelo MEC a pedido da Folha. As 10 mil bolsas que deixaram de ser concedidas são um cálculo parcial. O trabalho de supervisão do programa não foi concluído.
"A oferta de bolsas é o principal foco da supervisão", disse a secretária da Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci.
Punição
Por ora, o MEC não cogita cancelar a concessão de incentivos fiscais às entidades que oferecem menos bolsas do que são obrigadas, mas essa punição não está descartada.
Após receber a notificação, as instituições devem apresentar justificativas. E têm a opção de assinar um acordo, por meio do qual se comprometem a garantir as bolsas já devidas e oferecer uma cota extra de 20% de bolsas, como penalidade.
A primeira instituição punida foi a Fanor (Faculdade Nordeste), de Fortaleza.
O diretor-geral da instituição, Lourenço Damata, alegou que houve "insuficiência de demanda" pelas vagas do ProUni, além de demora na autorização de funcionamento de cursos de ciências contábeis, design e sistemas de informação.
"Podíamos oferecer dez bolsas, mas só apareciam um ou dois interessados", afirmou.
Dezesseis de 74 escolas consultadas alegaram que não conseguiram cumprir a meta de 8,5% por falta de demanda.
Renúncia fiscal
Neste ano, a União deixará de recolher R$ 394 milhões em renúncias fiscais do ProUni. Esse valor, porém, não inclui os incentivos às entidades filantrópicas, que já dispunham do benefício antes do lançamento do programa, em 2005.
O baixo percentual de ocupação efetiva das bolsas oferecidas no ProUni foi um dos problemas apontados pela auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), que flagrou donos de carros de luxo entre os beneficiários do programa e cujos resultados foram publicados ontem pela Folha.
"O número de vagas que sobram após os processos seletivos limitam o alcance do programa [...] além de ter um impacto na majoração do custo médio do bolsista", afirma o relatório elaborado pelo ministro José Jorge, do TCU.
Entre as recomendações que foram aprovadas anteontem, o tribunal sugere mudança no cálculo da renúncia fiscal, que passe a considerar as bolsas efetivamente ocupadas, além da qualidade dos cursos.
TCU e MEC discordam, porém, no cálculo das vagas não ocupadas. O TCU calculou um percentual de 58% de ocupação das vagas do último processo seletivo de 2008. O MEC insiste em que, na história do programa, foram ocupadas 88,24% das vagas oferecidas, excluídas aquelas que foram oferecidas mais de uma vez ou cuja oferta não era obrigatória.
MARTA SALOMON
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O preço das faculdades já é um absurdo e agora ainda elas não oferecem o tanto de bolsas determinado. E algumas alegam que falta pessoas interessadas nelas. Pode ser até que em determinadas cidades aja, mas sei que são quase todas que faltam é bolsas. Está na hora de cobrarmos o que é nosso por direito, já são tão poucas bolsas e elas ainda somem.
Bruna Moreira
Diretora de Comunicação do Grêmio Médici

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sistema falido

O vício da política brasileira, de tirar vantagem, já se tornou uma instituição vergonhosa no País. Enquanto a sociedade não tiver instrumento para reagir e limpar do Parlamento políticos indecorosos, tudo continuará como está: com a imagem do Congresso enxovalhada.
Está provado que o nosso sistema político representativo está falido. O atual sistema, por meio do Poder Legislativo, não cumpre a sua obrigação de votar as leis do País. Só trata de questiúnculas de interesses partidários e não sociais; de fisiologismo; de barganha pelos cargos públicos etc. A maioria das decisões do Congresso não reflete os interesses coletivos.
Temos um Legislativo muito distanciado do povo, o qual não pode interferir diretamente nas decisões. Daí a necessidade, para salvar a imagem do Parlamento, de uma grande reforma política contemplando princípios de democracia direta e semidireta e dando ao povo poder para interferir no Legislativo e cassar mandato de parlamentares indecorosos, porque no Brasil dificilmente algum político é punido. Equivale dizer que faltam fiscalização e controle externos do Congresso.
A título ilustrativo, nas democracias diretas, em que o cidadão decide sobre questões de governo, o sufrágio significa a aprovação a determinada medida, e é a forma pela qual se manifesta a opinião do indivíduo sobre assuntos que pendem de sua resolução. Nos institutos de democracia semidireta, como o referendo, o veto popular etc., o voto também exprime a opinião do indivíduo sobre a questão que lhe é submetida. No regime representativo, em linguagem de democracia clássica, a votação é o meio pelo qual o povo designa quem deve governar em nome dele.
O regime representativo brasileiro precisa sofrer mudanças. O povo não pode ficar apenas na posição de só servir para eleger o Parlamento e seus governantes sem poder também interferir em suas decisões. O tempo tem demonstrado que somente o voto não seleciona o Parlamento. A seleção do Parlamento deveria iniciar na impugnação de candidato ficha-suja pelos partidos políticos e tribunais eleitorais.
Por: Julio César Cardoso - Bacharel em direito e servidor federal aposentado.