PESQUISA

sábado, 1 de agosto de 2009

Matéria da UOL sobre a Falskô



31/07/2009 - 07h07

Única fábrica ocupada do Brasil rema contra a maré e quer estatização
Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em Sumaré (SP)

No Uruguai, a lista inclui uma confecção de ternos. Na Argentina, as mais de 60 empresas ocupadas pelos trabalhadores contam com sorveterias, hotéis, jornais, fábricas de empanada e até uma escola maternal e um hospital israelita.


Na Venezuela de Hugo Chávez, que anuncia expropriações às dúzias, multinacionais, como a japonesa Mitsubishi e a norte-americana Cargill, viraram os alvos. Já no Brasil uma indústria em Sumaré, município vizinho a Campinas (SP), é a única representante dentro do Movimento de Fábricas Ocupadas, uma espécie de versão industrial do MST.

Boa parte das dívidas da Flaskô correspondia aos salários atrasados e aos diversos direitos trabalhistas (férias, FGTS e INSS) dos próprios trabalhadores. À época, outras duas fábricas dos irmãos Batschauer (a Cipla e a Interfibra) já estavam ocupadas em Joinville (SC) após meses de atraso no pagamento e greve dos trabalhadores.

Sem contar as que viraram cooperativas, cerca de 40 indústrias no Brasil já estiveram sob gestão operária por algum tempo. Mas acabaram fechadas ou sob administração judicial, como aconteceu com a dupla de empresas catarinenses.

O mesmo interventor designado pela Justiça para sanear a administração da Cipla e da Interfibra, Rainoldo Uessler, quis entrar em julho de 2007 na Flaskô, mas foi enxotado. "A peãozada ficou revoltada e botou o cara para fora", resume Osvaldo Costa Neto, que cuida do setor de expedição e atende pelo apelido de Shaolin. "Ele saiu com o terno amarrotado. Teve que receber uns sopapos para se tocar", completa Aldemir Tavares - ou Dema, o coordenador de vendas (leia entrevista com o interventor ao lado).

Os 58 funcionários decidiram em assembléia a expulsão do interventor. E é na base do voto que eles decidem tudo no dia-a-dia. O faturamento gira em torno a R$ 180 mil: R$ 60 mil vão para pagar a energia elétrica, R$ 60 mil para a matéria-prima e outros R$ 60 mil para a folha de pagamento. Nessa situação, quando uma máquina quebra e seu conserto custa R$ 30 mil, o jeito é deixá-la de lado.

Quando a conta de luz vem alta, os trabalhadores abrem mão de parte do salário para que não cortem o fornecimento, como aconteceu há dois anos quando, a produção foi paralisada por conta de uma dívida dos antigos patrões - uma negociação com a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) parcelou o que era devido.

"Sem luz, as máquinas não funcionam, e a fábrica se acaba. Então é melhor apertar o cinto da gente", define Eliseu Domingues, que trabalha há 16 anos na firma e é agora líder de produção. A situação é definida por Wanderci Bueno, liderança da ocupação: "Como não temos capital de giro, vendemos o almoço para comprar a janta."
Com microfone em punho, Bueno liderou neste mês a passeata dos empregados pelas ruas de Campinas até a sede regional da Procuradoria da Fazenda para impedir a decisão de que 97% do faturamento da Flaskô sejam usados para pagar a dívida com a União, o que, na prática, inviabiliza a fábrica. Reforçados por estudantes de medicina, sem-teto e desempregados, o cortejo barulhento desfilou com faixas com os dizeres como "Ocupar, Resistir, Produzir" ou "Estatização das Fábricas Ocupadas".

A conquista imediata foi ganhar tempo, como aconteceu com os 208 leilões de equipamentos e instalações que conseguiram impedir com o mesmo método. "Para cada protesto é um dia de trabalho perdido. Mas é o jeito de manter a Flaskô em funcionamento", crava Edvaldo Sobrinho, com um boné são-paulino na cabeça e dez anos de trajetória como operador de máquina na indústria agora ocupada.

Cada adiamento é uma solução paliativa. O desfecho sonhado por eles, mas pouco provável, seria virarem funcionários públicos, após uma estatização da fábrica com gestão operária. Não querem virar cooperativa, o que significaria arcar com as dívidas e ficar sem os direitos trabalhistas atrasados.

Os trabalhadores foram até Brasília para pedir em audiência pública aos deputados que criem uma lei que permita que as indústrias quebradas sejam encampadas com ajuda do poder público e passem para as mãos de seus trabalhadores, o que já acontece na Argentina liderada pelo casal Kirchner e na Venezuela de Hugo Chávez. No encontro, estava presente representante do ministério do Trabalho.

O governo Lula, porém, não acena com algo parecido. "Na campanha de 2002, ele encontrou o pessoal da Cipla e prometeu apoio. Agora ele virou as costas", se queixa Bueno. A onda de privatizações do governo FHC (1995-2002) foi freada no governo petista. Lula, contudo, não foi para o lado da estatização ao gosto atual de Chávez ou ao estilo do regime militar brasileiro, de 1964 a 1985, quando 70% da economia estava nas mãos do Estado.

Sem o apoio de Lula, foi saudar outro patrono: uma comitiva da Flaskô foi em junho para Caracas participar do 2º Encontro Latino-Americano de Fábricas Recuperadas pelos Trabalhadores, que aconteceu mês passado (a terceira edição está marcada em 2010 para Buenos Aires). 

Lá, o governo venezuelano anunciou a nacionalização de mais 20 indústrias. Operador de máquina, Manuel Carvalho voltou entusiasmado da nação vizinha: "Se fecharem aqui, vou mudar para lá. Chávez é nosso aliado." O operário uniformizou a família com os souvenires do "socialismo do século 21": ele e a mulher portavam camisetas chavistas (R$ 10 cada) e o filho enfeitava a cabeça com um boné de beisebol com "república bolivariana" bordada na frente (R$ 3).

Em 2006, Chávez entrou no enredo brasileiro, fornecendo matéria-prima em troca de know-how. A Venezuela vendeu polímeros feitos a partir de seu petróleo, base para formar os utensílios que as indústrias ocupadas produziam. Em troca, os brasileiros ajudaram a montar a Petrocasa, uma indústria de módulos plásticos para casas populares. 

Por meio da Cipla, a Flaskô recebeu 56 toneladas de matéria-prima caribenha. A fonte secou quando a Polícia Federal entrou na Cipla após a Justiça Federal de Santa Catarina determinar que a administração ficaria na mão do interventor Uessler. Até ali, a fábrica catarinense se mantivera graças ao contrato com a Mercedes-Benz, para quem fornecia a estrela de três pontas que dá fama a marca. 

À época, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) classificou essa conexão entre Caracas e Joinville como "ingerência em assuntos internos brasileiros". 

Um discurso de esquerda perpassa pelas faixas de protesto ("Socialismo ou Barbárie"), no gabinete de Pedro Santinho, coordenador do conselho da Flaskô (com pôsteres de Marx e Lênin), mas nas entrevistas fica claro que é dentro do sistema capitalista que buscam a sobrevivência. "A gente pode gerenciar o que produz, mas na hora de ir para o mercado temos as mesmas dificuldades que os executivos, os patrões", conta Antônio Araújo, o Toninho, um ferramenteiro que luta para que os equipamentos não virem sucatas dentro da planta fabril. 

Análises, pesquisas e trabalhos acadêmicos feitos na Argentina, onde a crise econômica crônica a partir de 2001 fez 10 mil pessoas atuarem em fábricas ocupadas, mostrou que o pragmatismo é a tônica. Apesar de uma certa ideologia anticapitalista, a preocupação principal é a manutenção do emprego, e o triunfo que encontraram foi uma "humanização" do ambiente, com mais espaço para decisão, melhoria no refeitório e uso do espaço para atividades sociais e culturais nos finais de semana, por exemplo.

Um levantamento feito pelo Instituto Gino Germani, da Universidade de Buenos Aires, apontou que 90% dos trabalhadores de "fábricas recuperadas" (expressão usada nos países de fala espanhola) eram contra a ocupação de fábricas produtivas.

A própria Flaskô utiliza uma espécie de "terceirização do bem", nas palavras de Dema: 70% de seu movimento é uma prestação de serviço, com empresas parceiras entrando com o insumo e requisitando mão-de-obra especializada e o maquinário da indústria de Sumaré.

Os salários obedecem a hierarquia do tempo dos patrões, e os reajustes determinados pelo sindicato dos químicos foi aplicado. Sem engenheiros ou executivos circulando no chão de fábrica, os ordenados vão de R$ 1.000 a R$ 2.000, por uma carga horária de 30 horas semanais.

A crise entre o final do governo de Fernando Henrique Cardoso e o começo do comando de Lula fez pipocarem fábricas ocupadas no país, mas um refluxo aconteceu com a bonança econômica dos anos seguintes. A crise global detonada em 2008 poderia ser o prenúncio de nova leva de ocupações fabris. Entretanto, a Flaskô segue sozinha no Movimento das Fábricas Ocupadas, e em meio a sua pendenga jurídica.

Por um lado, os irmãos Batschauer foram condenados a três anos de prisão em regime aberto por sonegar impostos à União e por tomarem a contribuição previdenciária dos seus funcionários.


Por outro, um oficial de Justiça foi à casa do coordenador Santinho para penhorar seus bens pela dívida na empresa, mas como só encontrou uma TV e uma geladeria, saiu de mãos abanando. A Procuradoria da Fazenda cobra por dívidas que passam dos R$ 126 milhões.

A batalha de ações inclui também o interventor e os líderes ocupantes, em processos cruzados em que o papel de réu e acusador são invertidos. No meio de tantos leilões, passeatas, juízos e ameaças, o futuro da Flaskô é incerto. O único que se sabe é que o presente é vermelho, tanto na contabilidade quanto na ideologia.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/2009/07/31/ult5773u1834.jhtm

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Combater o racismo, lutar pelo socialismo!



 O capitalismo no período de desenvolvimento das forças produtivas criou umas das mais reacionárias ideologias: o racismo.
A política de cotas ou reserva de vagas nas universidades públicas, no serviço público, empresas, programas de televisão etc, para negros. Chamadas de “ações afirmativas”, esta política nada tem a ver com as reivindicações dos trabalhadores, ou com reivindicações democráticas. Elas se destinam a perpetuar a competição inerente ao sistema capitalista e transforma o proletário em cidadão da corporação cotista sem ligação com sua classe ou origem social. Crias assim mais um obstáculo para a organização do proletariado como classe e incentiva o racismo.

Não existem raças humanas!

O racismo é fruto do enorme abismo econômico e social entre as classes sociais, e suas verdadeiras raízes só podem ser encontradas nos tortuosos caminhos em busca do lucro realizado pelo capital.

Dividir para melhor dominar!

O objetivo do imperialismo é destruir os movimentos negros que buscam o caminho do socialismo e assim ajudar toda a classe operária.
Quando surge uma organização (Panteras Negras) o imperialismo introduziu as drogas e a política de “reparação” para destruí-los.
Foram criadas umas séries de produtos específicos para os negros, como: shampoo, cosméticos especiais, remédios, pois existiriam doenças “de negros”.
Esta “indústria negra” tinha acima de tudo um objetivo político: tentar criar a classe média negra integrada ao sistema capitalista e que o defendesse já que a imensa massa de negros nada tinha a perder neste sistema a não ser sua forma.


Marxismo e ações afirmativas!


As políticas afirmativas desarmam ainda, política e ideologicamente, as forças dos revolucionários porque contribui para dividir o proletariado e os trabalhadores. Ao invés de, por exemplo, no caso das universidades, todos lutarmos pela universalização do ensino público, gratuito e de qualidade organiza-se os negros e os indígenas a lutarem por suas cotas “tomando” uma parcela das vagas que o capital (o orçamento nacional) concede para os “brancos europeus”.
Se os negros, índios, cafuzos, ou amarelos envolvidos são operários, trabalhadores ou burgueses, para a concepção de mundo “cotista” não faz a menor diferença. Esta contraposição do “corporativismo” de uma “raça” contra o de outra apenas reforça o racismo inerente a uma sociedade de classes, pois o que de fato contrapõe o índio, o negro e o branco não é a etnia, mas a dominação de classe e a existência da exploração do homem pelo homem após tanto tempo sob a regência da propriedade privada. Ou a África do Sul pós Mandela deixou de ser racista porque conta agora uma burguesia negra?
Outro argumento ridículo: as cotas seriam uma superação, ainda que parcial e limitada, da injustiça inerente ao direito burguês que não pode ir para além de igualar os desiguais. Postula que adoção das cotas seria um passo em direção à “de cada um de acordo com sua capacidade, a cada um segundo sua necessidade”. Isto é uma falsificação consciente do conceito socialista, pois esconde e dissimula a existência do regime da propriedade privada dos grandes meios de produção, ou seja, de que a produção da riqueza é já social, mas que a sua apropriação continua privada.
As cotas cancelam o pertencimento de classe. Para as cotas, não importa se o individuo é burguês, trabalhador, camponês ou proletário. Tal como a ideologia burguesa dissolve o indivíduo em um cidadão abstrato, carente de determinações sociais e, assim, cancela as classes sociais pelo critério racista da cor da pele.
Os marxistas devem denunciar e combater as “políticas afirmativas”, entre elas as cotas, e do tipo de política baseada em conceitos de “raças” pela função social que exercem: reproduzem e renovam os preconceitos e o racismo de todos os tipos ao invés de combatê-los; fortalecem o particularismo e o espírito corporativo, desarmam e enfraquecem a critica revolucionária da sociedade e, por fim, dividem os trabalhadores entre as diferentes “raças” criando mais um obstáculo a ser superado na luta contra o capitalismo.


Mayara Inês Colzani

segunda-feira, 27 de julho de 2009

GOVERNO FEDERAL ALIVIA PARA PATRÕES E ATACA A FÁBRICA OCUPADA

GOVERNO FEDERAL ALIVIA PARA PATRÕES E ATACA A FÁBRICA OCUPADA

Alexandre Mandl 
Outros artigos deste autor


 
 
Enquanto o Governo dá permissão aos patrões continuarem metendo a mão no dinheiro das fábricas mesmo quando estão devendo, para os trabalhadores exige injustamente o que não devem e não têm!
 

Em 23/06, o jornal Valor Econômico publicava matéria na capa com o título “Penhorar os dividendos fica mais difícil”. Alegando equalizar procedimentos de cobrança a partir da criação da Super Receita, o governo revogou um artigo da Lei da Seguridade Social que proibia a apropriação e distribuição de lucros quando a empresa devia ao INSS. Mais uma vez o governo legisla, isto é, faz lei e as executa para salvar os patrões.

O Valor Econômico publicou outra matéria de interesse dos patrões. O governo federal sancionou a Lei nº 11.945, de 4 de junho de 2009, que dispensa as empresas de apresentar Certidão Negativa de Débitos (CND) para obter empréstimos e refinanciamentos. Isto é, de apresentar este documento aos Bancos Públicos Federais, pois é certo que os bancos privados não aceitarão colocar seu dinheiro em risco, emprestando dinheiro para patrões caloteiros. Mas os bancos públicos podem emprestar aos caloteiros o dinheiro do povo. Mais uma vez o governo atende aos patrões...

E para aqueles que defendem os empregos... terrorismo!

No dia 8 de Junho, uma oficial de justiça foi à casa do Coordenador do Conselho de Fábrica da Flaskô (fábrica ocupada e controlada pelos trabalhadores desde 2003), companheiro Pedro Santinho, com uma intimação, responsabilizando-o pessoalmente pelas dívidas dos antigos patrões que ultrapassam o valor de 80 milhões de reais junto ao Governo Federal. A oficial de justiça acostumada a intimar, nestes casos, patrões milionários, foi embora sem penhorar nada, simplesmente porque não havia nada de valor, a não ser uma TV e geladeira, afirmando ainda que costuma penhorar obras de arte dos empresários (bom seria se os trabalhadores tivessem acesso à arte e bom seria se as obras de posse de empresários fossem realmente confiscadas).

No dia 1º de Julho, outro oficial de justiça esteve na Flaskô para intimar e nomear o mesmo companheiro, coordenador do conselho de fábrica eleito em assembléia, como fiel depositário de 14 processos da Fazenda Nacional com penhoras de faturamento que totalizam 154% do faturamento mensal. É fácil fazer as contas, 100% é todo o dinheiro da fábrica, que após ser ocupada pelos trabalhadores é utilizado integralmente para pagar salários, energia e matéria prima para continuar produzindo e mantendo os empregos. Com essa atitude o governo decidiu...

O governo Lula decidiu tentar liquidar a fábrica ocupada para acabar com este “mau exemplo”...

A cada dia é mais claro o que querem os patrões: acabar com a experiência das fábricas ocupadas, sobretudo neste momento de crise onde estão ocorrendo milhares de demissões, diminuição drástica dos empregos industriais, fechamento de fábricas. Isso porque a resistência da Flaskô é a prova viva de que é possível para os trabalhadores resistirem e sobreviverem sem os patrões. 

Em Maio, em Audiência Pública no Congresso Nacional, a luta da Cipla, Interfibra e Flaskô foi discutida por mais de 3 horas. Os trabalhadores exigiram que quando os trabalhadores ocupam fábricas o governo apóie essa iniciativa para manter os empregos, estatizando-as sob o controle dos trabalhadores. Como faz Chávez na Venezuela. Os trabalhadores estavam dando ao governo uma saída positiva para não esmagar os trabalhadores. Mas essa não é a opção do governo.

O que fazer?

Os trabalhadores da Flaskô decidiram na última assembléia continuar sua luta pelos empregos e para isso não pouparão esforços e medidas para defenderem-se e por isso dirigem-se aos deputados federais que estiveram na Audiência Pública em Brasília, pedindo-lhes que adotem imediatamente as soluções para salvar a Flaskô e suspender todas as ameaças de fechamento. E o que vão fazer o Deputado Vicentinho, o Deputado João Paulo Cunha e Paul Singer, que se comprometeram na audiência, a ajudar a encontrar uma solução?! 

Veja trechos das Intimações

Ao invés de responsabilizar o administrador à época da Dívida que é o antigo patrão, atacam o Coordenador do Conselho de Fábrica, eleito pelos trabalhadores:



Alguns dos absurdos pedidos de penhora:



E nomeiam como fiel depositário o coordenador do Conselho de Fábrica, novamente criminalizado.



Para todos os fatos positivos, como para obter empréstimos junto ao BNDES e outros, o governo sempre afirma que não somos o representante legal, mas para atacar nossa luta vejam como age a Fazenda:



Nós resistiremos! Defenderemos nossos empregos!
Parem os ataques contra a Flaskô!
Para nós, fábrica quebrada é fábrica ocupada! E fábrica ocupada deve ser estatizada sob controle dos trabalhadores!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

À burguesia o que é da crise, aos trabalhadores o que é de direito


 A crise financeira mundial trouxe à tona uma tática inaceitável, que a cada dia tem sido apresentada como mais “normal”: a redução de salários. Para amenizar a reação dos trabalhadores, a medida vem acompanhada da redução de carga horária. Em Joinville, a Tupy, a Embraco e, mais recentemente, a Wetzel, já aprovaram a diminuição. Na região, a Rudnick, em São Bento do Sul; a Braspak, em Pirabeiraba; a Weg e a Menegotti, em Jaraguá do Sul, também aceitaram a proposta. Apenas os trabalhadores da Weg, na votação da renovação por mais três meses, foram contrários.


 O trabalho, o tempo empregado nele e sua remuneração são centrais na vida de qualquer ser humano. É do salário que o trabalhador tira a fonte de sustento da sua família. É por isso que a luta por uma remuneração coerente com os custos de uma vida digna é histórica e sagrada.
O princípio da dignidade da pessoa humana, previsto na Constituição Federal, é a fonte primária para a proteção dos salários. A falta da remuneração empregada no custo da subsistência degrada qualquer princípio de humanidade e afronta os mais básicos direitos do ser humano.

Diminuição de carga horária sem redução de salário

 Diminuir a carga horária sempre foi uma bandeira da classe operária, mas a redução de salário é inadmissível. Resultado da mobilização dos trabalhadores, a primeira lei nacional sobre jornada é dos anos 30 e a limitava a 48 horas semanais. No início da década de 80, também a partir da movimentação sindical, várias categorias conquistaram jornadas entre 40 e 44 horas, o que fortaleceu a luta por 44 horas semanais na Constituição Federal de 1988. Desde 1995 tramita no Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição que pede o estabelecimento das 40 horas. No dia 30 de julho deste ano, a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisou o mérito da PEC 231/95, de autoria dos ex-deputados e hoje senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Paulo Paim (PT-RS), deu parecer favorável à proposta. Além de reduzir a jornada de trabalho, a PEC aumenta de 50% para 75 % o valor a ser acrescido na remuneração das horas extras.

 Aprovada na comissão, a PEC terá que ser votada em dois turnos no plenário da Câmara. Para ser aprovada, são necessários no mínimo 308 votos favoráveis. Aprovada na Câmara, a PEC será encaminhada para discussão e votação no Senado Federal.

 De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nos últimos 15 anos a produtividade das empresas brasileiras dobrou, o salário não acompanhou esse crescimento e a jornada não diminuiu.

 Reduzir a carga horária para 40 horas semanais, ainda segundo o Dieese, criaria mais de 2 milhões de empregos no Brasil. O impacto financeiro nas empresas seria de apenas 1,99%, o que poderia ser recuperado com os ganhos da produtividade em até seis meses.

Crise a quem causou a crise

 As medidas de redução salarial têm sido apresentadas como a única forma de salvar empregos em meio à crise mundial. Essa é uma grande mentira. Elas têm servido para “poupar” o dinheiro das rescisões. Prova disso é que, mesmo com a aprovação da proposta nas maiores indústrias de Joinville, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que o setor foi o responsável pelo pior desempenho de contratações dos últimos 11 anos na cidade, fechando 2.903 vagas no primeiro semestre de 2009.

 Não é possível aceitar que os ônus da crise sejam transferidos à classe trabalhadora. Os bônus do capitalismo sempre foram exclusivos da burguesia, são dos lucros dela que devem sair os prejuízos. Porém, não serão os patrões que proporão isso. É função dos sindicatos e dos partidos comprometidos com a classe trabalhadora conscientizarem e mobilizarem as categorias até o fim pela aprovação da PEC 231/95 e na resistência pelos seus direitos.


À burguesia o que é da crise, aos trabalhadores o que é de direito

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Todos os Estudantes Sobre Um Programa de Luta


 Dia 16 de Julho é realizada uma assembléia geral na escola João Martins Veras, escola central de Joinville, onde estavam presentes os grêmios estudantis Martins Veras, Presidente Médici, Tufi Dippe. A assembléia que contou com todos os estudantes da escola, foi se duvida uma grande prova de que o movimento estudantil de Joinville vem de passo em passo se fortalecendo e crescendo, com um programa de luta, não são jovens sem um objetivo, mas sim estudantes cientes do que ocorre ao seu redor e dispostos a organizar os estudantes e a trazer mais e mais estudantes para a luta pelos seus direitos, por uma sociedade sem exploração, sem divisão de classes, o fim do capitalismo que não oferece nehum futuro aos jovens.

 Na discussão com os estudantes várias questões foram levantadas, e a algumas damos suas conclusões novamente aqui para todos os companheiros;

- Por que existem bilhões a serem dados os banqueiros e nossa escola(Martins Veras) vive a muito tempo em precárias condições de infraestrutura e funcionamento? Bianca dos Anjos, 2º.
 
 'Hoje vivemos em uma sociedade baseada no capitalismo, onde seu único objetivo é o lucro, em uma escola pública como as que estudamos ele não o obtem, e por este e por outros motivos nós, os verdadeiros interesados no futuro e no presente do país, somos lançados ao acaso, sem suporte digno para crescermos, o estado então toma ações para atacar as consequências dos problemas que ele próprio cria, mas esquece que a solução é arrumar a causa, causa essa que é o não investimento na escola pública, saúde, segurança, políticas públicas que melhorem a vida dos trabalhadores que constituem a maioria da população.'

- Gasto cerca de 180 reais com transporte para estudar mensalmente, o passe-livre é mesmo necessário para nós estudantes, mas não é algo impossivel para ficarmos discutindo ele? Ana Fernanda da Silva, 1º.
 
 'O passe-livre é nos garantido por lei sancionada pelo próprio presidente Lula em 2002, em Cuiabá os estudantes tem passe-livre, obtido através de muito esforço, em Maringá também os estudantes tem passe-livre integral, semana passada em Brasília foi aprovada pelos governantes, dando aos estudantes o direito ao passe-livre integral. Nós joinvillenses não somos do mesmo modo estudantes, do mesmo modo cidadãos, do mesmo modo brasileiros? Nos dizem que há passe-livre aqui, é até engraçado, os monopólios do trasporte da cidade é que definiram, a realidade é que a única solução é aplicar o passe-livre integral, para todos os estudantes, porque antes de pobres ou ricos somos todos cidadãos, e a lei vale para todos não é? Então façamos ela valer, assim como os companheiros de Cuiabá o fizeram e o fazem até os dias de hoje.'

 Além destas discussões com os estudantes, foram apresentadas a UJES(União Joinvillense dos Estudantes Secúndaristas), as lutas estudantis em Joinville e no Brasil, a importância de um grêmio organizado em cada escola, o trabalho de todos os grêmios sobre um programa de luta e a importancia de estarem todos os estudantes unidos, pelo fim da exploração, pelo fim da mizéria, pela defesa dos direitos de todos os estudantes, pela defesa das fábricas ocupadas pelos trabalhadores, que são os nossos pais, pela defesa das condições para a libertação da população do capitalismo, e isto será o resultado de um combate constante de todos nós brasileiros.
 Dia 16 de Julho é realizada uma assembléia geral na escola João Martins Veras, escola central de Joinville, onde estavam presentes os grêmios estudantis Martins Veras, Presidente Médici, Tufi Dippe. A assembléia que contou com todos os estudantes da escola foi se duvida uma grande prova de que o movimento estudantil de Joinville vem de passo em passo se fortalecendo e crescendo, com um programa de luta, não são jovens sem um objetivo, mas sim estudantes cientes do que ocorre ao seu redor e dispostos a organizar os estudantes e a trazer mais e mais estudantes para a luta pelos seus direitos, por uma sociedade sem exploração, sem discrepância, sem divisão de classes, o fim do capitalismo que não oferece nehum futuro aos jovens.

 Na discussão com os estudantes várias questões foram levantadas, e a algumas damos suas conclusões novamente aqui para todos os companheiros;

- Por que existem bilhões a serem dados os banqueiros e nossa escola(Martins Veras) vive a muito tempo em precárias condições de infraestrutura e funcionamento? Bianca dos Anjos, 2º.
 Hoje vivemos em uma sociedade baseada no capitalismo, onde seu único objetivo é o lucro, em uma escola pública como a que estudamos ele não o obtem, por este e por outros motivos nós, os verdadeiros interesados no futuro e no presente do pais, somos lançados ao acaso, sem suporte digno para crescermos, o estado então toma ações para atacar as consequências dos problemas, mas esquece que a solução é arrumar a causa, causa essa que é o não investimento na escola pública, saúde, segurança, políticas públicas que melhorem a vida dos trabalhadores que constituem a maioria da população.

- Gasto cerca de 180 reais com transporte para estudar mensalmente, o passe-livre é super necessário para nós estudantes, mas não é algo impossivel para ficarmos discutindo ele? Ana Ferbada da Silva, 1º.
 - O passe-livre é nos garantido por lei sancionada pelo próprio presidente Lula em 2002, em Cuiabá os estudantes tem passe-livre, obtido através de muito esforço, em Maringá também os estudantes tem passe-livre integral, semana passada em Brasília foi aprovada pelos vereadores que da aos estudantes o direito ao passe-livre integral. Nós joinvillenses não somos do mesmo modo estudantes, do mesmo modo cidadãos, do mesmo modo brasileiros? Nos dizem que há passe-livre aqui, é até engraçado, os monopólios do trasporte da cidade é que definiram, a realidade é que a única solução é aplicar o passe-livre integral, para todos os estudantes, porque antes de pobres ou ricos somos todos cidadãos, e a lei vale para todos não é? Então famola valer, assim como os companheiros de Cuiabá o fizeram e o fazem até os dias de hoje.

 Além destas discussões com os estudantes, foram apresentadas a UJES(União Joinvillense dos Estudantes Secúndaristas), as lutas estudantis em Joinville e no Brasil, a importância de um grêmio organizado em cada escola, o trabalho de todos os grêmios sobre um programa de luta e a importancia de estarem todos os estudantes unidos, pelo fim da exploração, pelo fim da mizéria, pela defesa dos direitos de todos os estudantes, pela defesa das fábricas ocupadas pelos trabalhadores, que são os nossos pais, pela defesa das condições para a libertação da população do capitalismo, e isto será o resultado de um combate constante de todos nós brasileiros.