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quinta-feira, 30 de abril de 2009

CARTA DE UM TRABALHADOR

Recebemos esta carta de um trabalhador sobre as condições que ele e seus companheiros passam em uma grande empresa de Joinville. Com o agravamento da crise econômica, o crescimento do nível de repressão e permanentes ameaças de demissões aumentaram, no sentido de pressionar trabalhadores a manter acelerado o nível de produção. Isto é, aqueles que discutirem ordens serão os próximos a serem vitimados pela demissão.
Os patrões e chefes assumem um discurso de compromisso com a empresa, metas de produção e pela indiscutível reverência ao local de trabalho. Os trabalhadores são obrigados, por exemplo, a pintarem, varrerem o setor, realizando funções que extrapolam aquelas para as quais foram contratados.
O nome do trabalhador e da empresa foram omitidos para preservar o trabalhador de qualquer tipo de perseguição por parte dos patrões ou chefes.
Carta de um trabalhador insatisfeito.
Na empresa em que trabalho, somos tratados como lixo, pois não temos nem água para beber. A água do bebedouro, além de ser suja ou com muito cloro, muitas vezes nem refrigerada está.No dia a dia eles querem que o trabalhador faça a refeição em 30 minutos. O que é impossível, pois o refeitório fica longe da área de trabalho. Normalmente levamos 10 minutos para ir até o refeitório e 10 minutos para voltar, ou seja, vinte minutos a gente leva só no trajeto de ida e volta, portanto impossível fazer a refeição em 30 minutos.Todos os dias sofremos todo o tipo de pressão e humilhação possível, tendo que trabalhar em alguns setores em condições de higiene e segurança desumanas.
E como se tudo isso não bastasse, ainda temos que agüentar o “líder de setor”, repetindo toda hora, todo o minuto, para todos trabalharem e não reclamarem, como se não fôssemos seres humanos e que não ficássemos naturalmente cansados, por conta do serviço braçal do dia a dia.
Não poderia deixar de relatar também que, além de ter que fazermos o serviço braçal cansativo, ainda somos obrigados a varrer o pátio e fazer pinturas para ‘a área ficar mais bonita’.
Com certeza os trabalhadores não reclamariam do trabalho se tivessem segurança e um ritmo ideal para todos, pois ninguém quer ficar parado no setor, só queremos trabalhar com tranqüilidade, sem que o ‘chefe’ fique o tempo todo querendo cada vez mais produção, querendo que os trabalhadores não deixem apenas o seu suor, mas também sua última gota de sangue.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dia do Trabalhador, Ato dia 30 em defesa dos Empregos e Direitos


Saudações Amigos,

Dia 1º de maio de 1886 em Chicago, nos Estados Unidos milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de 13 para 8 horas diárias. Manifestações, passeatas, piquetes e discursos que movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. Ao contrário do que se pensa, esse não é um dia de comemoração. Ele representa a indignação e a memória viva dos trabalhadores de todo o mundo. A data é celebrada desde de 1889, a partir de um Congresso Socialista realizado em Paris.

Joinville já teve a tradição de realizar grandes manifestações no Dia Mundial do Trabalhador, mas o costume perdeu-se nos últimos anos. Foi em respeito ao descanso merecido dos trabalhadores que, neste ano, decidiu-se realizar um ato na véspera, dia 30 de abril.

Hoje em Joinville, os empregos dos trabalhadores estão sendo atacados, seus direitos ignorados, desde novembro do ano passado as indústrias joinvillenses já fecharam 4.390 postos de trabalho. A média tem sido de 29 novos desempregados todos os dia. Para justificar o absurdo, os patrões têm oferecido a diminuição de carga horária. Mas isso não significa nada perante a retirada de salários, elemento sagrado para os trabalhadores, forjado até mesmo a sangue em muitos anos de luta.

Acredito que tamanha injustiça só poderá ser evitada com a organização e reação da classe trabalhadora, Não somos nós que devemos temer, e sim nossos patrões, os patrões de nossos pais. Seu poder depende da nossa força de trabalho.

Vamos Todos Participar no dia 30 de abril(Quinta-Feira) do ato pelo Dia Mundial do Trabalhador e em defesa dos empregos e dos direitos trabalhistas e sociais. Todos nós temos que dar nossa força para que assim sejamos ouvidos, estudantes, jovens, trabalhadores, adultos, aposentados, melhor idade, homens, mulheres, todos juntos, Dia 30 de Abril, Amanhã, As 17 Horas na Praça da Bandeira de Joinville, Todos nós presentes e mostrando a força dos jovens e trabalhadores.


Grande Abraço,


Johannes Halter
Membro da Diretoria do Grêmio Estudantil, o Sindicato dos Estudantes

(Base de trechos Boletim Informativo nº06/09 abril de 2009 Vereador Adilson Mariano Esquerda Marxista)

terça-feira, 28 de abril de 2009

DIA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO

"Mais um dia para todos lutarem para que, um dia, todos comemorem."

A Pandora acaba de aprovar um filme de oportunidade. Baseado em uma data super importante, o Dia mundial da educação ( 28/04 ), o comercial tem uma proposta que vai além da propaganda e oferece uma reflexão moral sobre um dos principais problemas da nossa sociedade, a educação. Abaixo o vídeo:

video

Com certeza, com educação, a nossa sociedade se desenvolve. E oportunidades devem aparecer para que essa educação seja posta em prática. Ótima reflexão de nossa realidade. (Haendel Dantas).

Fonte: http://comunicadores.info/2007/04/28/28-de-abril-dia-mundial-da-educao/

Debate entre professores, alunos e pais

Ocorreu na segunda-feira, dia 27 de abril na Escola de Ensino Básico Presidente Médici um debate entre professores, alunos e país. Como tema do mesmo teve a educação de qualidade, a inclusão na escola, médias de provas preparatórias, conduta de professores e alunos etc.
A discussão se encaminhou muito bem, foram formados cinco grupos de determinados temas e depois cada grupo apresentava suas idéias para os demais abertos a criticas e sugestões.
O único ponto negativo foi a pouca presença de alunos e pais. Realmente faltou conscientização dos mesmos para ir a escola debater sobre coisas de seus interesses. Quem realmente foi viu a importância de sua presença e teve conhecimento de fatos sobre sua escola e sobre a educação em geral.
Deste debate foram tirados cinco delegados que estarão representando a escola em outras oportunidades.

Bruna Moreira

segunda-feira, 27 de abril de 2009

AÇÃO QUER MEXER NA CÂMARA

Foi encaminhada na sexta ao Tribunal de Justiça uma tentativa de alterar a composição da Câmara de Joinville. A decisão é da 2ª Vara da Fazenda Pública de Joinville, que apontou o TJ como instância responsável pela análise das ações. As ações visam a substituir os vereadores Joaquim Alves do Santos (PSDB) e Osmari Fritz (PMDB) por Ednaldo Marcos (PSB), o Nado, e Carmelina Barjona (PP). A argumentação é de que os critérios de arrendondamento das “sobras” – votos remanescentes após o cálculo do quociente eleitoral – são distorcidos, isto é, não obedecem às normas nacionais e internacionais.
Regras
Nas ações, o advogado de Nado e de Carmelina (e também do PSB e PP, parceiros na ação), George Alexandre Rohrbacher, admite que a Justiça Eleitoral de Joinville cumpriu a lei. “Só que os critérios da lei é que estão errados”, diz ele.
Como a ação é apresentada contra um juiz, chefe de zona eleitoral, a ação foi para o Tribunal de Justiça, em Florianópolis.

Cascata
Imagina-se o terremoto político que pode causar no País se tal questionamento for aceito em Santa Catarina. As ações são referentes apenas a Joinvile, mas podem servir de motivação pelo Brasil afora. Claro que mesmo que o TJ reconheça o erro dos critérios de arredondamento, é algo para caminhar até o STF. O que significa que levará tempo. Muito tempo.
Reflexo
Ednaldo Marcos é gerente de praças da Conurb (também é presidente do PSB de Joinville) e Carmelina Barjona a diretora-executiva da Secretaria de Infraestrutura. Portanto, aliados do governo Carlito Merss. Se a ação tiver êxito, Carlito passaria a contar com maioria, em tese.
Jefferson Saavedra
Temos sim que estar atentos ao que está acontecendo dentro da câmara. Quantas pessoas nem tinham conhecimento dessa mudança, se assim podemos chamar isso. Fiscalize o que você votou , para ver se está tudo de acordo.
Bruna Moreira

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Faculdades sonegam 10 mil bolsas, diz MEC

O MEC notificou 74 instituições de ensino superior que deixaram de oferecer cerca de 10 mil bolsas de estudos do ProUni (Programa Universidade para Todos) --as instituições receberam os incentivos fiscais, mas não deram a contrapartida exigida pelo governo.
Na lista estão, por exemplo, o Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo, mantido pela Associação Objetivo, do empresário João Carlos Di Genio, e a Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) --entidade filantrópica que enfrenta várias dificuldades financeiras.
Trata-se da primeira fiscalização feita na oferta de bolsas das instituições que aderiram ao ProUni. Nessa primeira etapa, o MEC identificou as entidades educacionais que ofereceram menos de 4% de bolsas em relação ao total de seus alunos matriculados.
Pelas regras do programa, as instituições deixam de recolher tributos da União e, em troca, oferecem, em bolsas, um percentual de 8,5% a 10% do número de alunos matriculados.
O déficit no preenchimento de vagas foi estimado pelo MEC a pedido da Folha. As 10 mil bolsas que deixaram de ser concedidas são um cálculo parcial. O trabalho de supervisão do programa não foi concluído.
"A oferta de bolsas é o principal foco da supervisão", disse a secretária da Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci.
Punição
Por ora, o MEC não cogita cancelar a concessão de incentivos fiscais às entidades que oferecem menos bolsas do que são obrigadas, mas essa punição não está descartada.
Após receber a notificação, as instituições devem apresentar justificativas. E têm a opção de assinar um acordo, por meio do qual se comprometem a garantir as bolsas já devidas e oferecer uma cota extra de 20% de bolsas, como penalidade.
A primeira instituição punida foi a Fanor (Faculdade Nordeste), de Fortaleza.
O diretor-geral da instituição, Lourenço Damata, alegou que houve "insuficiência de demanda" pelas vagas do ProUni, além de demora na autorização de funcionamento de cursos de ciências contábeis, design e sistemas de informação.
"Podíamos oferecer dez bolsas, mas só apareciam um ou dois interessados", afirmou.
Dezesseis de 74 escolas consultadas alegaram que não conseguiram cumprir a meta de 8,5% por falta de demanda.
Renúncia fiscal
Neste ano, a União deixará de recolher R$ 394 milhões em renúncias fiscais do ProUni. Esse valor, porém, não inclui os incentivos às entidades filantrópicas, que já dispunham do benefício antes do lançamento do programa, em 2005.
O baixo percentual de ocupação efetiva das bolsas oferecidas no ProUni foi um dos problemas apontados pela auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), que flagrou donos de carros de luxo entre os beneficiários do programa e cujos resultados foram publicados ontem pela Folha.
"O número de vagas que sobram após os processos seletivos limitam o alcance do programa [...] além de ter um impacto na majoração do custo médio do bolsista", afirma o relatório elaborado pelo ministro José Jorge, do TCU.
Entre as recomendações que foram aprovadas anteontem, o tribunal sugere mudança no cálculo da renúncia fiscal, que passe a considerar as bolsas efetivamente ocupadas, além da qualidade dos cursos.
TCU e MEC discordam, porém, no cálculo das vagas não ocupadas. O TCU calculou um percentual de 58% de ocupação das vagas do último processo seletivo de 2008. O MEC insiste em que, na história do programa, foram ocupadas 88,24% das vagas oferecidas, excluídas aquelas que foram oferecidas mais de uma vez ou cuja oferta não era obrigatória.
MARTA SALOMON
da Folha de S.Paulo, em Brasília
O preço das faculdades já é um absurdo e agora ainda elas não oferecem o tanto de bolsas determinado. E algumas alegam que falta pessoas interessadas nelas. Pode ser até que em determinadas cidades aja, mas sei que são quase todas que faltam é bolsas. Está na hora de cobrarmos o que é nosso por direito, já são tão poucas bolsas e elas ainda somem.
Bruna Moreira
Diretora de Comunicação do Grêmio Médici

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sistema falido

O vício da política brasileira, de tirar vantagem, já se tornou uma instituição vergonhosa no País. Enquanto a sociedade não tiver instrumento para reagir e limpar do Parlamento políticos indecorosos, tudo continuará como está: com a imagem do Congresso enxovalhada.
Está provado que o nosso sistema político representativo está falido. O atual sistema, por meio do Poder Legislativo, não cumpre a sua obrigação de votar as leis do País. Só trata de questiúnculas de interesses partidários e não sociais; de fisiologismo; de barganha pelos cargos públicos etc. A maioria das decisões do Congresso não reflete os interesses coletivos.
Temos um Legislativo muito distanciado do povo, o qual não pode interferir diretamente nas decisões. Daí a necessidade, para salvar a imagem do Parlamento, de uma grande reforma política contemplando princípios de democracia direta e semidireta e dando ao povo poder para interferir no Legislativo e cassar mandato de parlamentares indecorosos, porque no Brasil dificilmente algum político é punido. Equivale dizer que faltam fiscalização e controle externos do Congresso.
A título ilustrativo, nas democracias diretas, em que o cidadão decide sobre questões de governo, o sufrágio significa a aprovação a determinada medida, e é a forma pela qual se manifesta a opinião do indivíduo sobre assuntos que pendem de sua resolução. Nos institutos de democracia semidireta, como o referendo, o veto popular etc., o voto também exprime a opinião do indivíduo sobre a questão que lhe é submetida. No regime representativo, em linguagem de democracia clássica, a votação é o meio pelo qual o povo designa quem deve governar em nome dele.
O regime representativo brasileiro precisa sofrer mudanças. O povo não pode ficar apenas na posição de só servir para eleger o Parlamento e seus governantes sem poder também interferir em suas decisões. O tempo tem demonstrado que somente o voto não seleciona o Parlamento. A seleção do Parlamento deveria iniciar na impugnação de candidato ficha-suja pelos partidos políticos e tribunais eleitorais.
Por: Julio César Cardoso - Bacharel em direito e servidor federal aposentado.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O “dezembro grego”: um breve balanço de um movimento traído, Estudantes de Todo o Mundo com os Mesmos Desafios e Repressões


Em dezembro a sociedade grega se viu sacudida por uma enorme rebelião da juventude que estalou depois do assassinato de um jovem estudantes nas mãos da polícia. Entre o dia 7 de dezembro e as festas natalinas, houve manifestações de jovens a cada 2-3 dias e enfretamentos com a polícia. Quatro meses depois podemos fazer um balanço político tendo em conta todos os elementos


A primeira questão que devemos analisar é o caráter concreto deste movimento. É importante porque dentro da esquerda grega há muita confusão sobre este aspecto. Para a direção reformista de direita do PASOK este movimento foi simplesmente um “protesto cego” contra um incidente de violência policial. Para os dirigentes estalinistas do KKE [N.T.: Partido Comunista Grego], não houve tal movimento nem insurreição, senão um protesto da “juventude pequeno-burguesa”. Os líderes do SYRIZA qualificam o movimento como “insurreição geral da juventude”. Por suposto, todas estas definições refletem mais as opiniões subjetivas destas tendências políticas que a realidade do movimento.

Muitas vezes ao tentar descrever um fenômeno social não é possível encontrar uma palavra que o defina de maneira simples. Não é uma questão escolástica nem tampouco algo que se possa responder com fórmulas gerais abstratas. A verdade é que este movimento foi uma insurreição juvenil com sua principal base entre os estudantes secundaristas. O movimento teve um momento semi-insurrecional, sobretudo com um espírito muito combativo e de sacrifício, mas também uma forte disposição a se enfrentar fisicamente ao coração do Estado, às forças policiais gregas.

Por suposto, não foram protestos “pequeno-burgueses” como tentaram apresentar os estalinistas. A grande maioria dos estudantes que participaram no movimento procedia de famílias operárias pobres e todos estes estudantes criaram suas próprias formas independentes de coordenação durante a luta.

Por outro lado, não é correto caracterizar o movimento como uma “insurreição popular”. As seitas e os anarquistas utilizam habitualmente estas formulações, demonstraram de novo que para eles só existem duas “cores”, branco ou negro. Para eles a sociedade se enfrenta à “negra” reação ou a uma “insurreição” geral, entre os dois não existem outros matizes.Na realidade, o movimento operário só mostrou sua simpatia com o movimento, mas não participou ativamente nele. A exceção foi a greve geral de 24 horas no dia 10 de dezembro, que coincidiu com as mobilizações juvenis. Entretanto, também devemos recordar que a greve geral já estava programada antes de que se iniciasse o movimento e que ainda a participação massiva dos trabalhadores expressavam sua solidariedade com os estudantes, depois desse dia, não participaram pelas massivas manifestações estudantis nas portas das delegacias policiais de toda a Grécia nos dias 8 e 9 de dezembro, as principais manifestações do movimento não foram tão massivas, a maior reuniu cerca de 40 mil a 45 mil pessoas.

Por suposto, os responsáveis desta situação são os dirigentes tanto dos partidos de esquerda como dos sindicatos. Com a greve geral de dezembro tinham o potencial de fazer um movimento muito maior no qual se implicaria a classe operária em geral. Assim que com estes dados é evidente que a classe operária não expressou ativamente nenhuma “intenção insurrecional” como tentaram convencer a si mesmos os sectários e sua desafortunada audiência. Por ora, os trabalhadores permitiram que seus filhos e filhas se expressassem com sua linguagem dinâmica que, inevitavelmente, eles utilizarão no futuro próximo. Na realidade, não podemos nem sequer dizer que houve uma “insurreição juvenil” generalizada, como pretendem os dirigentes do SYRIZA, porque a base principal foram os estudantes secundaristas. Os universitários não se mobilizaram massivamente e só uma pequena minoria de jovens trabalhadores ativos participou nas manifestações.

Um movimento traído

O que podemos dizer é que o movimento de dezembro teve um elemento semi-insurrecional, mas que só conseguiu parcialmente uma expressão de massas e teve uma curta duração. As duas manifestações depois das férias de festividades foram pequenas, com a participação de 3 mil a 4 mil pessoas, sobretudo universitários mobilizados por frentes juvenis ultra-esquerdistas e pelo SYRIZA. A razão principal do final prematuro do movimento foi a traição das direções das organizações de massas tradicionais, tanto políticas como sindicais.

Pela primeira vez nos últimos vinte anos vimos como o movimento juvenil saía à rua perante a hostilidade da direção dos dois principais partidos operários. A direção do PASOK [Partido de esquerdas] pediu abertamente aos estudantes para “regressarem às classes”, enquanto que os dirigentes do Partido Comunista (KKE) identificavam o movimento com as ações pequeno-burguesas aventureiras dos anarquistas, e se negaram não só a participar, mas também disseram que não existia tal movimento. A direção do SYRIZA, ainda que tenha apoiado e participado do movimento, depois dos ataques da burguesia adotou uma tática patética e se negou a apoiar ativamente a necessidade de intensificar o movimento e coordená-lo com a luta dos trabalhadores. Tudo isto reflete a total bancarrota dos dirigentes social-democratas e estalinistas que será muito mais óbvia segundo se acelere a luta de classes.

Como resultado desta traição por parte das direções tradicionais, durante a curta duração do movimento o vazio de direção foi preenchido pelos anarquistas e as seitas ultra-esquerdistas. Com suas consignas habituais abstratas e caóticas, como “a besta está nas ruas” ou “ocupemos cada praça” e outras coisas no estilo, sem propor nenhum objetivo claro e nem reivindicações, os anarquistas e seus leais seguidores, os sectários, dirigiram o movimento a um beco sem saída, e empurraram as massas estudantis rapidamente à confusão e o desencanto. Além da hostilidade dos dirigentes dos partidos operários, esta foi a segunda razão pela qual o movimento teve uma vida breve.

Um terceiro fator, e não menos importante, foi o papel do terror de Estado. No momento da escritura deste artigo, 68 jovens continuam presos. A maioria deles de forma alguma participou dos enfrentamentos com a polícia e foram detidos simplesmente porque estavam ao largo [do movimento] ou são imigrantes. A tragédia é que estes jovens enfrentam a acusação de cometer atos de terrorismo e alguns inclusive tem perspectivas de condenação de 6 a 8 anos de prisão!A ação “Luta revolucionária”, organização que defende o terrorismo individual, foi muito útil para o Estado em sua campanha de terror contra os estudantes. No dia 6 de janeiro feriram seriamente um policial, este incidente foi utilizado para aguçar os sentimentos de simpatia com a polícia entre um setor amplo da população, foi utilizado como a cartada para mais brutalidade policial, deste modo colocaram mais medo entre a juventude e freava sua participação nas manifestações.

Uma situação social explosiva e as perspectivas

O movimento de dezembro foi só o prelúdio das grandes batalhas de classe que virão no futuro imediato. A crise do capitalismo grego se aprofunda e o ambiente na sociedade se mantém explosivo. Pouco depois do movimento juvenil de dezembro, entre o dia 18 e 28 de janeiro, presenciamos mobilizações massivas dos camponeses pobres de toda a Grécia. Vinte e dois mil tratores bloquearam os caminhões nacionais em uma luta muito combativa contra os baixos preços que lhes são oferecidos aos camponeses por seus principais produtos, pelas empresas de alimentação, fora demonstrado a falta de sensibilidade do governo de direita ante o sofrimento dos pequeno-camponeses que se unem devido à pressão da crise atual. A luta dos camponeses contou com uma participação massiva e o débil governo da Nova Democracia teve de destinar 500 milhões de euros em subvenções como a única maneira de evitar outra nova rodada de explosão social.

Esta mobilização dos camponeses data três anos nos quais a maioria dos setores da sociedade mobilizaram contra o governo e os ataques dos capitalistas aos níveis de vida. Vimos os trabalhadores participarem em uma greve geral após outra, dos estudantes universitários e de secundaristas mobilizarem-se reiteradamente, aos comerciantes, inclusive os professores e agora os camponeses. Aqui temos um exemplo claro do potencial revolucionário que existe em cada um dos níveis da sociedade. Com o governo da direita em uma crise profunda e permanente, com os dois partidos burgueses (Nova Democracia e o pequeno Alerta Popular Ortodoxa, o LAOS, como se conhece) conseguindo menos de 33% nas pesquisas, se os partidos operários tivessem uma política revolucionária, a tomada do poder na Grécia poderia ser, sem exagero, uma questão de meses.

Entretanto, a ausência do fator subjetivo revolucionário complica a situação. Inevitavelmente, no próximo período o governo do ND passará à história sob as marteladas da crise econômica e a crescente luta de classes. A pressão sob a direção da Confederação Grega dos Trabalhadores (GSEE) para que organize outra greve geral está acumulando, nesta ocasião contra a onda de demissões nas indústrias. Os trabalhadores terão que passar pela experiência de lutas maiores e pela de outro governo reformista do PASOK, ou possivelmente uma coalizão PASOK-SYRIZA.Seu instinto de classes lhes levarão no próximo período às idéias mais revolucionárias e efetivas, as idéias do marxismo. Por isso a única solução política real está na luta cotidiana paciente pela construção de uma corrente marxista de massas, com profundas raízes no movimento operário e na juventude grega, como a ferramenta necessária para a vitória decisiva da classe operária contra a burguesia reacionária grega e a construção de uma sociedade verdadeiramente socialista, onde não exista a exploração. A esta tarefa está dedicada a seção grega da Corrente Marxista Internacional, que edita o jornal Marxistiki Foni.

Escrito pelo Comitê de Redação do Marxistiki Foni

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Caros Amigos,

Não se iludam quando nos dizem que o que acontece ao nosso redor é uma marólinha, não se iludam quando dizem que tudo vai bem, quando nos mostram gráficos magníficos e belos, meus companheiros estudantes e jovens, estas afirmações são respectivamente uma Tsuname, tudo esta indo de mau a pior e não conseguem curar uma ferida feita por eles próprios(os grandes empresários, a 'elite'), os gráficos estão mais falsos do que a cara deslavada dos nossos políticos quando falam em ética.



Nestes tempos de crise econômica, jovens e estudantes de todo o Brasil, vocês sabem quem serão os mais prejudicados? Vocês sabem que não terá espaço no mercado de trabalho? Quem não terá mais acesso ao que antes já era precário como saúde, segurança e educação? Quem se sentirá excluído e sem perspectiva? Quem sofrerá tudo isto e muito mais? Pois eu lhes digo caros amigos, seremos nós, os jovens, os adolescentes, nós que estudamos dia após dia, acreditando que no amanhã encontraremos segurança e expectativa de vida, nós que sonhamos com uma vida confortável, sem sofrimentos, boa para todos. Mas em meus amigos, não é isso que teremos, pelo menos no que depender das pessoas que deveriam estar providenciando isto a todos, o que teremos será a falta de atenção das autoridades, das entidades governamentais, pois a final, vale mais a pena gastar 3 trilhões de reais com a crise financeira e tentar arrumar o erro dos grandes empresários do que investir um terço deste dinheiro em educação, vale mais a pena diminuir a verba destinada aos estudantes para salvar ao lucro de algum multimilionário, e esta realidade não se passa apenas aqui, em nossa comunidade, ou cidade, ou estado, ou país, isto se passa em todo mundo, os jovens e adolescente de todo o mundo estão sofrendo as conseqüências de um sistema capitalista que prega o lucro aos custos de sangue da juventude da humanidade, um sistema que exclui os estudantes do mercado de trabalho, um sistema que quando não dá mais lucro sacrifica a vida de quem quer que seja para poder novamente obter lucro, sacrifica nossa saúde, nossa segurança, nossas perspectivas de um futuro, de um presente, de uma educação pública de qualidade para todos, ou seja, este sistema e seus defensores matam a esperança de cultura e educação dos jovens, não só do Brasil, mas do mundo inteiro.




Jovens que vivem na Grécia já sentem os efeitos desta crise, que como dito antes, acaba com o presente e não nos oferece futuro em um mercado onde o melhor é aquele que lucra sobre as custas do outro, neste sentido eles se mobilizaram, não sendo ouvidos, não sendo acudidos pelas autoridades responsáveis, em um último nível de apelo, ocorrem distúrbios urbanos, onde a juventude, os estudantes, o futuro do país vai as ruas e demonstra em um ato de desespero a única forma de expressão que as autoridades não podem desprezar, o confronto e a depredação, como analisa Manos Matsaganis, professor do departamento de estudos econômicos europeus e internacionais da Universidade de Economia e Negócios de Atenas "Brutalidade policial e corrupção política de um lado e, de outro, perspectivas pessimistas para os jovens (na educação, no mercado de trabalho e na formação do próprio lar; a tudo isso somou-se a falta de integração dos imigrantes e o medo da crise econômica mundial",


Deste modo o que podemos observar é que, em breve, a crise econômica, a ‘marolinha’ de que nossos políticos falam, mas que como já vimos é uma Tsunami mundial, chegará com seus efeitos catastróficos ao nosso país, ela já se caracteriza aqui, e isto a história já nos mostrou e novamente nos revela, na forma de desemprego dos trabalhadores, falta de oportunidades, desemprego em massa, diminuição de perspectivas de vida, como já dito pelo professor perspectiva ou seja, um futuro, pessimistas para os jovens, sendo que amanhã nós seremos os pais os lideres familiares os trabalhadores, e se hoje nós não nos mobilizarmos a barrar este atentado contra a juventude, atentado este que vêem com a desculpa de salvar os grandes milionários do país que só multiplicam seu lucro através de exploração, destruição de vidas e nações, apenas se importando com eles próprios e seus números de lucro, está na hora de no Brasil, assim como em todos os países do mundo está acontecendo, que nos mobilizemos e lutemos contra estas ações que reprimem e prejudicam a juventude, os estudantes, os trabalhadores, todos nós, seja em grêmios, em organizações estudantis de todo o tipo, que nos unamos e lutemos pelos mesmos ideais, o de um futuro próspero e forte, disposto a abraçar a todos, ricos ou pobre, brancos ou negros, de qualquer religião(Lika), todos, meus companheiros, você, eu, todos nós.


Que os incidentes da Grécia sirvam de exemplo, e que não seja necessária a morte de nenhum adolescente para que de fato nos mobilizemos e avancemos contra este sistema destruidor e predatório, com organização e consciência, todos nós brasileiros, chilenos, venezuelanos, franceses, gregos, todos os jovens e estudantes de todo o mundo, ergamos nossas vozes e sejamos ouvidos.




Johannes Halter

Membro da Diretoria do Sindicato dos Estudantes

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ENEM

Final do Ensino Médio, hora de escolher faculdade, curso, profissão. Nessas horas dá aquele desespero e é preciso ter cuidado para não se precipitar e fazer escolhas erradas. Além disso, com o vestibular não se brinca e, se você acha que não está preparado o suficiente, que tal testar seus conhecimentos? É para isso que serve o Enem - Exame Nacional do Ensino Médio - , para que você tenha uma auto-avaliação de seu desempenho antes do temido vestibular.
O Exame que completou dez anos de vida em 2008, firmado como a maior avaliação do gênero da América Latina e uma das maiores do mundo. A prova é avaliativa do desempenho dos estudantes que concluíram o ensino médio no ano da prova ou em anos anteriores. Desde que foi criado, em 1998, até hoje, o número de participantes do Enem aumenta gradativamente e, com isso, o reconhecimento do exame como importante ferramenta avaliativa também cresce.

O principal objetivo do Enem é essa avaliação das habilidades e competências dos estudantes, mas, um ponto importante talvez seja a sua diferença das provas comuns de vestibular: A prova do Enem é contextualizada e interdisciplinar, exigindo do candidato menos memorização excessiva dos conteúdos e mais demonstrações de sua capacidade de “como fazer”, colocar em prática os conhecimentos adquiridos nos anos de ensino médio. Ao contrário do “decoreba” comum dos vestibulares, a prova do Enem faz com quem o aluno pense, raciocine e formule respostas de acordo com o que aprendeu e vivenciou.
ProUni
O Enem foi estruturado a partir dos conceitos presentes na atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, que reformulou o ensino médio no Brasil, tornando-o etapa conclusiva da educação básica e porta de entrada para a educação superior no Brasil.
Outra vantagem do Exame é que mais de 600 Instituições de Ensino Superior (IES) pelo Brasil utilizam seus resultados como complementação de seus processos seletivos (algumas até estudam substituir o vestibular pelo Enem como processo seletivo), o que acaba sendo um atrativo a mais para os estudantes participarem do Enem.
Além disso, outro grande incentivo é o ProUni - Programa Universidade para Todos - , que ajudou a popularizar o Enem desde que foi implantado em 2005. Só em 2007 foram mais de 2,7 milhões de participantes que fizeram a prova do Enem no dia 26 de agosto. O ProUni é um sistema de benefício aos estudantes de baixa renda que não têm condição de pagar uma faculdade particular. De acordo com o site do Programa, a estimativa é oferecer cerca de 400 mil novas vagas nos próximos quatro anos.
O Programa distribui três tipos de bolsa, a bolsa integral, para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 622,50), a bolsa parcial de 50% para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos (R$ 1.245,00) e a bolsa de 25% para estudantes que possuam renda familiar, por pessoa, de até três salários mínimos (R$ 1.140,00), concedidas somente para cursos com mensalidade de até R$ 200,00.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Os Heróis e a Luta de Classes



“As idéias da classe dominante são, em todas as épocas, as idéias dominantes.”- Marx e Engels,
A ideologia alemã.
Vivemos hoje um período de crise, no qual, o capitalismo se encontra dia após dia em beco cada vez mais sem saída. O desemprego, a falência de fábricas e bancos e a miséria crescente da classe trabalhadora, fazem a massa de trabalhadores questionarem cada vez mais esse sistema, suas leis, seu estado e sua lógica. As ocupações de fábricas na Indonésia, Ucrânia, Irlanda, Escócia e até mesmo nos estados unidos, em Chicago e as greves na Inglaterra, França, Grécia e Itália demonstram a insatisfação da classe trabalhadora e sua disposição a luta.
Diante disso, a burguesia (a classe dominante, as elites de nossa época, os grandes empresários e latifundiários) usa de todos os artifícios para enganar os trabalhadores. Tenta de toda a maneira impedir os trabalhadores de tomar consciência, de que o atual sistema favorece apenas a burguesia que explora os trabalhadores, que seu estado e suas leis servem como instrumento de dominação e opressão e que sua lógica é lucrar! Lucrar! E que farão de tudo para conseguir isso, desde por fim aos direitos dos trabalhadores até destruir um país inteiro!
A mídia tem um papel fundamental nisso, fazendo os trabalhadores acreditar que a crise é de responsabilidade de todos e que todos devem se mobilizar para impedir o pior, isentando assim à responsabilidade da burguesia e enganando os proletários (a classe dos trabalhadores, que não possuindo nada além de sua força de trabalho, são obrigados a trabalhar para a burguesia).
Como Marx e Engels, haviam afirmado: “As idéias da classe dominante são, em todas as épocas, as idéias dominantes.”- em nossa época as idéias dominantes expressão as idéias da burguesia. Ela através do cinema, do teatro, dos jornais, da TV e até as histórias em quadrinhos, ou os próprios desenhos animados impõe sua ideologia, mostrando que não existe luta entre proletários e a burguesia. Ela faz de suas leis e seu estado um ideal que está acima de qualquer princípio. A defesa da propriedade privada dos meios de produção (empresas e terras) é um mandamento que jamais pode ser violado.
Se prestarmos bem atenção, quando assistimos o jornal e a mídia vai tratar de uma manifestação de estudantes pelo passe-livre, por exemplo, como uma baderna, ela nem ao menos da o contexto do por que os estudantes fazem o ato. Ela não explica que o passe-livre irá conceder o direito a milhares de estudantes de chegar à escola, que a educação é um direito, que deveria ser de acesso de todos, mas devido ao nosso sistema capitalista, que priorizar dinheiro para os banqueiros ao invés da educação, esse direito não é exercido. Tudo que a mídia faz, é mostrar que os estudantes são baderneiros que destroem o bem público, ou seja, fazem de tudo para descaracterizar a manifestação, pois ela vai contra os interesses de quem financia o jornal.
Desculpe-me pela longa explicação, mas acho isso extremamente necessário para a discussão a seguir. Foi necessário introduzir algumas idéias do pensamento marxista, para que assim possamos ter maior entendimento sobre o que irei analisar.
Milagre, a natureza Humana e os fins justificam os meios.
Em Watchmen temos super- heróis em crise e um mundo em plena a guerra fria. O bloco da burocracia soviética contra o bloco capitalista. A guerra do Vietnã vencida e o presidente Nixon eleito por mais duas vezes. A realidade paralela de Alan Moore tem intrínseco em sua história à ideologia dominante. Não só em Alan Moore isso acontece, mas em grande parte dos quadrinhos.
Se observarmos o Capitão América, será seu nome e sua roupa uma mera coincidência? O Super homem, que defende os ideais de justiça e liberdade, será coincidência que esses ideais sejam os mesmo que a burguesia clama a todo o momento? E o X MEN, que no último filme mostra o fera, personagem que faz a mediação entre o governo e mutantes terminar como secretário da ONU, será isso uma mera coincidência? Afinal, a secretaria de um órgão tão importante fique nas mãos, do que no filme, é um representante de uma minoria, não será isso semelhante ao que fazem com os negros? Não o é semelhantes às cotas? Você colocar um negro para tentar fazer com que estes integrem ao sistema, os tendo sobre controle e impedindo que se coloquem contra o sistema, onde está a origem de sua exclusão?
E o Batman, que combate o crime o para sensibilizar os ricos de Ghotam para que eles se mobilizem contra as desigualdades. Será que as causas dessas desigualdades não estariam ligadas ao sistema capitalista que explora e oprime os trabalhadores, o que os leva a roubar, matar e assassinar e será que um meio de acabar com isso não seria por fim a esse sistema... Mas aí tem problema! O Batman e os heróis defendem o sistema capitalista, seu estado e suas leis e não vão à raiz dos problemas da sociedade.
Quando, em Watchmen, vi um dos heróis falar que não se pode lutar contra a natureza humana... Pensei que natureza é essa? Afinal o homem nasce corrompido? Ele nasce com tendência ao crime?Outra questão, que me chamou a atenção foi que diante do fim do mundo, em uma terceira guerra, Dr. Manhattan convencido do milagre da vida retorna a terra para ajudar; e a terceira coisa, que me chamou atenção foi à idéia de que os fins justificam os meios, será isso certo? Será isso justo, dentro da moral da burguesia?
Bom, primeiro Watchmen quebra qualquer padrão de super herói. Ele mostra de outra forma o que seriam os super- heróis em nossa realidade, que em minha opinião seriam um super meio de opressão, afinal todos defendem a ordem.
Quanto ao homem ser corrompido em sua essência. È isso que a burguesia quer nos convencer, afinal o estado é um instrumento usado para dominar e oprimir, ele é composto de uma burocracia e de um corpo de homens armados. Sendo a sociedade capitalista, uma sociedade de classes, o estado sempre fica do lado da classe que detêm maior poder econômico. É só notarmos a quantidade de políticos da burguesia e empresários presos, ou como se mobiliza a polícia para repressão de uma manifestação e como não fazem o mesmo para prender os ricos e poderosos; Ou as leis, por mais que a classe trabalhadora consiga ter um representante no parlamento ou no estado, a constituição do estado é burguesa, ou seja, segue a defesa da propriedade privada dos meios de produção e a burguesia apesar de ceder algumas vezes, em grande parte ela aprova leis que beneficiam mais a burguesia e não os trabalhadores.
O milagre, sim a burguesia atéia ou agnóstica que fez a revolução francesa hoje se rende ao dogma e ao misticismo. Diante do precipício que se encontra ela não pensa apenas reza esperando um milagre. O que demonstra no filme é que devemos sempre esperar por milagres e que eles existem. Que quando mais nada adiantar deus irá nos ajudar.Nada mais absurdo, pois isso é a capitulação total da razão. A burguesia nos levando ao caos de uma crise, busca no céu a saída! Afinal é pecado pensarmos em uma socialização dos meios de produção, ou em um estado operário. Essas saídas são utópicas. Utópico é deixar o destino da humanidade nas mãos de amigos imaginários!
Os fins justificam os meios, sim para a burguesia isso é bem fácil de compreender: “Todos os meios, não importa o quanto imoral seja, justifica os fins dos lucros!” Se tiver que desempregar milhões, destruir todos os direitos, matar milhões e destruir um país inteiro, a burguesia o fará. No fim do filme, se usa de um desses meios para manter a ordem, se impede uma guerra, mas se mantêm a ordem do capitalismo.
Nossos fins justificam nossos meios
Os Fins de uma sociedade socialista, na qual a lógica não seja o lucro mais o bem estar e o desenvolvimento humano justificam os meios de uma revolução. A classe burguesa usa da mídia, do exército e tudo que poder para manter a sociedade da exploração do homem pelo homem. Os marxistas são favoráveis a uma revolução sem violência, mas sabemos que a burguesia, como já tem demonstrado, não vai se render sem lutar. (trataremos sobre esse tema em outro texto).
Não estou acusando os autores de quadrinhos de agentes da burguesia, Alan Moore, por exemplo, era um niilista como demonstra em V de vingança. O que estou dizendo é que os autores de quadrinhos estão tão influenciados pela ideologia burguesa como qualquer trabalhador ou político.
O filme não da qualquer perspectiva de mudança tudo que ele mostra é o caos. Talvez esse seja o sentimento da burguesia atualmente. A crise fará que vários heróis voltem às telas, assim como surgiram na década de 40 e 50, eles voltaram às telas para afirmar o capitalismo.Como militante marxista, fica aqui minha análise do filme.
João Diego

quarta-feira, 15 de abril de 2009

CMG (Concelho Municipal de Grêmios)


A UJES (união joinvilense de estudantes secundaristas) estáconvocando o CMG (concelho municipal de grêmios) para uma reunião no dia dezoito de abril (18/04/08), para a discução sobre o décimo quarto congresso da UJES.
Os grêmios deverão ter um delegado, o qual terá o dever de representar a entidade.
Será discutido a comissão eleitoral que estará organizando a eleição para uma nova diretoria da união joinvillense de estudantes secundaristas, e discutidos outros assuntos de relação ao congreso.


Duvidas: ujesjlle@gmail.com/ujes2008@hotmail.com


 Concelho tal que o Grêmio Estudantil Presidente Médici, em sua última reunião realizada no dia 14 de abril de dois mil e nove articulou as pessoas que desta entidade irão ao conselho, com a consciencia de que apenas com a participação de todos os grêmios e dos estudantes que eles representão será possivel alcançar vítórias para o movimento estudantil.

 Grande Abraço.

Johannes Halter
Membro da Diretoria do Grêmio
Gestão 2009.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sessão de Conscientização


Dia sete de abril de dois mil e nove é realizada a primeira sessão de filme de conscientização para os alunos da Escola de Educação Básica Presidente Médici e Extensão, botando em prática o debatido e decidido na última reunião do grêmio estudantil realizada dia trinta de março de dois mil e nove, onde foi debatido e decidido que o grêmio estudantil é um ambiente de conscientização política, e que apenas o debate político é que poderá manter os alunos unidos e vinculados ao grêmio estudantil, ou seja, vinculados ao seus sindicato estudantil.

 O filme Intervenção Fábricas Ocupadas vêem justamente neste sentido, no sentido de conscientizar os alunos da situação que trabalhadores, ou seja a classe operária, que representa os pais de nós estudantes, de como eles são tratados, e de como eles podem se mobilizar para melhorar a situação de suas vidas e conseqüentemente a de seus filhos, ou seja, nós estudantes, 

seja como for, o debate político sobre o filme será realizado na próxima reunião quinzenal do Grêmio Estudantil Presidente Médici, que será realizada no próximo dia quatorze de abril de dois mil e nove, todos os estudantes estão convidados para está e outras atividades do grêmio estudantil, já que este é o seu sindicato, e qualquer estudante matriculado na escola já faz parte do corpo constituinte de membros do seu sindicato estudantil, ou seja o seu grêmio estudantil, que a consciência entre os estudantes possa se espalhar por todos nós estudantes, que nossas ações hoje possam ajudar a todos a obter mais conhecimento e discernimento sobre seus direitos, e mobilizarmos-nos todos a buscá-los, como por exemplo o direito a uma educação pública de qualidade que é uma luta constante, o direito a alimentação digna e o direito a locomoção, apenas sanado, ou seja, resolvido, com a vitória dos próprios estudantes, com o Passe Livre Estudantil, e estes objetivos só serão alcançados com a conscientização de todos nós e de todos os nossos amigos, que isto sirva para nós estudantes do Presidente Médici, e para os estudantes de outras escolas, que a melhora dos estudantes será uma vitória dos próprios estudantes.

 Grande Abraço a Todos,

 

 

Johannes Halter,

Membro da Diretoria do Grêmio Estudantil,


terça-feira, 7 de abril de 2009

Dia Nacional do Jornalista

“... porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.” - Gabriel Garcia Márquez.

Com esse trecho do texto de Gabriel Garcia Márquez, quero registrar o Dia Nacional do Jornalista, comemorado hoje, dia 7 de abril - profissional que está sempre um dia à frente de todo mundo. E assim é a rotina do jornalista que vive uma realidade dura, pois se depara com situações inusitadas e muitas vezes de risco.
[...]

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O que é a burguesia?

O significado do que seria a burguesia, foi sendo alterado desde o seu surgimento, levando dessa forma, a diversas perguntas e dúvidas.
O burguês seria alguém que é muito rico ou que tem muita influência ou seria algo comportamental?

Desde o seu surgimento no final da Idade Média, com o desenvolvimento econômico e aparecimento dos burgos (cidades), essa classe sofreu alterações. Em sua origem os burgueses eram pobres e a maioria nem sequer sonhava enriquecer, sendo que eram desprezados pela nobreza e pelo clero. Com o tempo, os burgos se transformaram em bancos e começaram a adquirir lucros, sendo que famílias através das gerações (nepotismo), foram se infiltrando na aristocracia, obtendo poder, criando novos valores e com o tempo assumindo o controle da vida política. Dessa forma, se transformaram na classe dominante, detentora dos meios de produção capitalista, criando os assalariados (proletariados), que ofereciam sua força de trabalho para esses donos de propriedades privadas. A definição comportamental ocorre no momento um indivíduo, provavelmente da classe média se torna apegado a valores materiais e hábitos da classe dominante, no qual um dia ele pretende fazer parte. Atualmente, essa classificação varia conforme o nível de atuação (donos de pequenas médias e grandes empresas) e tornando-se confusa em determinadas funções (trabalhadores por conta própria, sem ou quase sem empregados) e sendo ainda mais contraditório quando envolve algumas funções distintas (assalariados sem funções de chefia, mas com alguma autonomia).


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ele sabe tudo de adolescentes

ESCRITOR PEDRO BANDEIRA É O DESTAQUE DE HOJE NA FEIRA DO LIVRO DE JOINVILLE

“Ai, quem me dera que um mundo de jovens de órbitas vazias fosse apenas ficção!”. É assim que o escritor Pedro Bandeira explica a criação de um de seus sucessos, o livro “A Droga da Obediência”, que atingiu mais de um milhão de vendas. A história é sobre uma substância que deixa as pessoas sem iniciativa, sem vontade, fazendo apenas o que lhes ordenam.Pela primeira vez em Joinville, Pedro Bandeira visita a 6ª Feira do Livro, com a palestra “O aluno que não gosta de ler”, considerado um convite para crianças e adolescentes entrarem na “órbita” da literatura. O bate-papo informal com o autor ocorre hoje, às 9h30. A palestra é às 19h30.Bandeira, escritor de obras infanto-juvenis, cativa também os adultos, já que, por meio de seus personagens, explica qual o segredo de falar com as crianças. Para os crescidos, a vantagem da narrativa é enxergar o universo numa visão diferente, na altura do umbigo. As reflexões são de gente grande: abordam temas como complexos na infância e baixa autoestima, preservação do meio ambiente, importância da leitura e relacionamentos.Um de seus últimos lançamentos é a quarta edição de “A marca de uma lágrima”, escrito em 1985 e reeditado em 1994, 2003 e agora, em 2009. A história, escrita na década de 80, encaixa-se perfeitamente no contexto atual. A protagonista Isabel, de 14 anos, enfrenta problemas de relacionamento. Por achar seu físico fora dos padrões de beleza, sente-se humilhada perto de sua melhor amiga, que namora Cristiano, o amor de Isabel. Na trama, a garota mergulha na literatura para esquecer seus problemas e caminha sozinha pelas folhas em branco.O autor, que já trabalhou com teatro e jornalismo, lançou mais de 70 livros de literatura infanto- juvenil e realiza palestras com pais e professores, como especialista em letramento e técnicas especiais para a leitura.Outra atração marcante na feira, é o lançamento da última obra do escritor catarinense Rudney Pfützenreuter, intitulada “Quando a Vida Imita a Flor”. O autor inspirou-se em uma história real. Entre verdade e ficção, o livro conta o drama de um marido em busca de sua mulher grávida, que sumiu de forma misteriosa. A partir dos acontecimentos relatados no jornal, Pfützenreuter tenta encontrar respostas para o fato. O lançamento ocorre hoje, às 15 horas.

Feira do Livro de Joinville, na Praça Nereu Ramos.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Processo seletivo no Ministério Público de SC

Os estudantes de Direito têm a oportunidade de conquistar espaço profissional. O Ministério Público Estadual abriu inscrições para o processo seletivo de estagiários. Há vagas para os municípios de Içara, Bom Retiro, Armazém, Gaspar, Rio do Sul e São José. O prazo de inscrições varia em cada cidade. O processo de seleção será feito em três etapas: avaliação curricular, prova de redação e entrevista individual. A carga horária é de 20 horas semanais e a remuneração da bolsa de estágio é no valor de R$ 470.


Editais: http://www.mp.sc.gov.br/portal/site/portal/default.asp?secao_id=1

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&section=Blogs&tipo=1&coldir=1&uf=2&local=18&blog=632&post=164563&site=545

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Pauta e Deliberações da Reunião do Grêmio


 Reunião Realizada dia trinta de março de dois mil e nove, a quinta reunião do ano de dois mil e nove, com o primeiro item da pauta apresentado por Johannes.

- Estruturação de um padrão de reuniões, onde a discusção política será o foco principal das reuniões, tendo como observação que apenas a consciencia política manterá os estudantes unidos na luta pelos seus direitos, e em outra observação de que os estudantes que veêm participar de um grêmio estudantil apenas pelos seus projetos não continuarão na luta, apenas conscientizando-os políticamente é que a luta continuará, e o movimento estudantil será fortalecido pela própria força dos estudantes.

O segundo ponto foi apresentado por Iago: 
- Mostrando políticamente a experiência que obteve ao vizitar a escola João Colin, onde explicou que os alunos desta escola estão muito propensos a formar um grêmio de luta, para assim se unir aos outros grêmios estudantil, ou seja aos outros sindicatos dos estudantes e juntos fortalecer-se em busca dos direitos e a escola pública de qualidade para os estudantes.

O terceiro ponto apresentado foi exposto por Bruna:
- A comissão para a produção do vídeo de conscientização sobre o laboratório de química terá um prazo de 30 dias a contar desta data para concluir os seus trabalhos.

Como quarto ponto, Johannes:
- Direção cultural fica encarregada de obter o projeto completo sobre o teatro a respeito da ditadura militar com Leonardo.

O Quinto e Ultimo Ponto apresentado por Johannes e Iago:
- Proposta de uma sessão de filme, com o objetivo de conscientizar os estudantes sobre o que ocorre ao seu redor, na sua própria cidade.

Dliberações:

- Estipulado e aprovado o debate político como foco central nas reuniões.
- 30 dias para a conclusão dos trabalhos da comissão do vídeo.
- Obter o projeto do teatro com leonardo.
- Formular e buscar data para a sessão de filme conscientizador.



Secretária: Daniela Prim.
Diretoria do Grêmio.